Levantamento detalha proficiência em Língua Portuguesa e Matemática; Luís Eduardo Magalhães atinge a média estadual com gestão eficiente, enquanto Barreiras desperdiça desempenho acadêmico com alto índice de reprovação
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O fechamento dos dados do Ideb 2023 no Oeste baiano revela um cenário de fortes contrastes na qualidade da gestão educacional e no aproveitamento do aprendizado dos estudantes. O município de Wanderley consolida-se como líder absoluto da região ao alcançar a nota 5,7, impulsionado pelas maiores proficiências do grupo: 209,35 em Língua Portuguesa e 218,2 em Matemática. O resultado coloca a cidade no topo do ranking regional, acima da média da Bahia (5,3) e da capital, Salvador.
Enquanto Wanderley se destaca pelo alto nível de aprendizado, Luís Eduardo Magalhães (LEM) surge como referência de equilíbrio administrativo e eficiência de fluxo escolar. Com Ideb 5,3, o município atingiu exatamente a média estadual, sustentado por 100% de aprovação no 2º ano, o que permitiu que a proficiência de seus alunos – 197,80 em Português e 202,9 em Matemática – se convertesse em progressão escolar efetiva, sem retenções artificiais.
O paradoxo de Barreiras: alunos preparados, sistema travado
Os dados expõem uma realidade incômoda para Barreiras. Apesar de registrar proficiências elevadas – 199,79 em Língua Portuguesa e 205,5 em Matemática, superiores às de Salvador e de Luís Eduardo Magalhães – o município apresenta Ideb de apenas 4,9, situando-se abaixo da média estadual.
O problema não está no desempenho dos estudantes, mas na ineficiência do fluxo escolar. Barreiras registra o pior índice da região (0,88), com retenção de quase 18% dos alunos no 2º ano e 15% no 3º ano. Na prática, a estrutura de gestão educacional impede que alunos preparados avancem, derrubando o indicador final e mascarando o potencial acadêmico existente.
Destaques em eficiência: Jaborandi, São Desidério e Cocos
Além de Wanderley, outros municípios se destacam positivamente. Jaborandi alcançou Ideb 5,4 com fluxo perfeito (1,00), aprovando 100% de seus alunos. São Desidério (5,5) e Cocos (5,4) consolidam-se como forças regionais consistentes, com proficiências em Matemática (210,1 e 214,1, respectivamente) que superam as registradas em grandes centros urbanos.
Painel completo – Ideb 2023 (Oeste Baiano + Capital)
| Município | Ideb | Situação vs. Bahia (5,3) | Português | Matemática | Fluxo |
| Wanderley | 5,7 | Líder regional | 209,35 | 218,2 | 0,96 |
| São Desidério | 5,5 | Acima da média | 197,40 | 210,1 | 0,99 |
| Cocos | 5,4 | Acima da média | 198,37 | 214,1 | 0,96 |
| Jaborandi | 5,4 | Acima da média | 193,30 | 206,1 | 1,00 |
| Luís Eduardo Magalhães | 5,3 | Na média (piso) | 197,80 | 202,9 | 0,98 |
| Salvador | 5,3 | Na média (piso) | 197,79 | 204,9 | 0,97 |
| Santana | 5,3 | Na média (piso) | 190,88 | 203,3 | 0,99 |
| Baianópolis | 5,0 | Abaixo da média | 199,12 | 207,5 | 0,91 |
| Serra do Ramalho | 5,0 | Abaixo da média | 183,90 | 193,0 | 0,99 |
| Barreiras | 4,9 | Abaixo da média | 199,79 | 205,5 | 0,88 |
| Correntina | 4,8 | Abaixo da média | 188,37 | 204,8 | 0,91 |
Os números não mentem. O Oeste baiano abriga estudantes com desempenho acadêmico compatível com os melhores padrões nacionais, como demonstram Wanderley e até mesmo Barreiras. A diferença entre excelência e insuficiência no Ideb não está na capacidade dos alunos, mas na qualidade da gestão educacional.
Municípios como Luís Eduardo Magalhães e Jaborandi priorizam o fluxo escolar e transformam aprendizado em progressão real. Barreiras, por outro lado, mantém um sistema de reprovação elevado que penaliza o estudante e empurra o município para patamares inferiores aos da média estadual, desperdiçando talento e distorcendo seus próprios indicadores.
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