João Felipe apontou que, apesar de mais de R$ 247 milhões gastos em sete meses, a população enfrenta falta de pediatras, vacinas e dificuldades de acesso a exames; criação de 11 cargos de gerentes custará mais de R$ 918 mil por ano.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Durante a sessão da Câmara de Barreiras na noite desta terça-feira (16), o vereador João Felipe (PDCdoB) questionou a gestão municipal pela condução da saúde pública. Ele afirmou que o prefeito desrespeita o parlamento ao não sancionar nem vetar projetos de lei aprovados na Casa e concentrou sua fala nos recursos aplicados na saúde e na criação de cargos de gerentes nas unidades básicas.
Conforme dados da transparência municipal apresentados pelo vereador, os gastos mensais com saúde nos primeiro sete meses de 2025 somaram:
Gastos mensais com Saúde em Barreiras (2025)
Mês |
Valor gasto (R$) |
|
Janeiro |
28 milhões+ |
|
Fevereiro |
35 milhões+ |
|
Março |
36 milhões+ |
|
Abril |
30 milhões+ |
|
Maio |
35 milhões+ |
|
Junho |
38 milhões+ |
| Julho |
43 milhões+ |
O total no período ultrapassa R$ 247 milhões. “Enquanto se gastou mais de R$ 247 milhões, nós temos um centro pediátrico que não tem pediatra, ou eu estou mentindo?”, questionou João Felipe.
Ele também denunciou obras paralisadas, falta de vacinas e dificuldades enfrentadas pelos moradores para marcar exames e consultas com especialistas.
Entre as críticas, o vereador destacou a nomeação de 11 gerentes para postos de saúde, com salários de pouco mais de R$ 4.312,00. Segundo simulação feita pelo Portal Caso de Política, o custo anual da medida chega a R$ 918,2 mil, incluindo encargos, 13º salário e férias. Para João Felipe, não está claro se a nova função trará melhorias reais para o atendimento.
O vereador mencionou que pacientes continuam sem assistência adequada na UPA e no Hospital Eurico Dutra e que famílias recorrem a vaquinhas e rifas para custear tratamentos.
“O povo está padecendo e sofrendo, e eu não vou permitir que isso seja naturalizado. Esse é um governo que só sabe maquiar, gastando recursos com propaganda enganosa”, afirmou, prometendo fiscalizar cada centavo da saúde.
Custo detalhado dos novos cargos
A função de Gerente de Atenção Primária à Saúde foi criada pela Lei Municipal nº 1.537/22. Segundo a Secretaria de Saúde, os profissionais atuarão em unidades de maior demanda, apoiando a organização das equipes.
Tabela 1 – Custo mensal por servidor
Item |
Valor (R$) |
| Salário base |
4.315,00 |
| INSS patronal (20%) |
863,00 |
| FGTS (8%) |
345,20 |
| SAT/RAT (2%) |
86,30 |
| Sistema “S” (3,3%) |
142,40 |
| Salário-educação (2,5%) |
107,88 |
| Total de encargos |
1.544,78 |
Custo mensal total |
5.859,78 |
Tabela 2 – Custo anual por servidor
Composição |
Valor (R$) |
| 12 meses de salário + encargos |
70.317,36 |
| 13º salário + encargos |
5.859,78 |
| Férias + 1/3 + encargos |
7.298,11 |
Custo anual por servidor |
83.475,25 |
Tabela 2 – Custo global (11 servidores)
Item |
Valor (R$) |
Total anual |
918.227,75 |
A secretária de Saúde, Larissa Barbosa, em publicação oficial da prefeitura de Barreiras, defendeu a medida como estratégica para fortalecer a rede de Atenção Básica.
“Esses profissionais já passaram por capacitação, conheceram a estrutura das unidades e agora iniciam suas atividades com a missão de apoiar e qualificar o trabalho das equipes, garantindo à população um atendimento cada vez mais eficiente e humanizado”, afirmou.
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