Imagem ilustrativa divulgada pela PF
Ação da Polícia Federal cumpriu mandado de busca e determinou quebra de sigilo de dados no Oeste da Bahia; investigação apura aquisição, posse e armazenamento de material ilícito envolvendo crianças e adolescentes
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), a Operação Frigg, com foco no combate a crimes relacionados à aquisição, posse e armazenamento de material contendo abuso sexual de crianças e adolescentes. A ação ocorreu no município de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, e integra o esforço nacional de enfrentamento a crimes cibernéticos contra o público infantojuvenil.
O nome da operação faz referência a Frigg, divindade da mitologia nórdica associada à proteção da família, das crianças e do lar. A escolha do nome simboliza o objetivo central da ação policial: resguardar a integridade física, emocional e psicológica de crianças e adolescentes diante de crimes que violam direitos fundamentais e atentam contra a dignidade humana.
Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão, além de ordem judicial para afastamento do sigilo de dados telemáticos. As medidas foram autorizadas pela Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Barreiras, com base em elementos colhidos ao longo da investigação conduzida pela Polícia Federal.
Segundo informações oficiais, o trabalho investigativo permitiu a identificação de indícios consistentes de autoria e materialidade, o que fundamentou a representação judicial pelas diligências executadas. No cumprimento do mandado, dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento foram apreendidos e encaminhados para perícia técnica especializada, etapa considerada essencial para o aprofundamento das apurações.
A Polícia Federal informou que a análise pericial dos materiais apreendidos poderá revelar a extensão dos crimes investigados, bem como a possível identificação de novas conexões e envolvidos. O conteúdo examinado será tratado sob rigoroso protocolo técnico e legal, em razão da sensibilidade dos fatos e da necessidade de proteção integral às vítimas.
Os investigados poderão responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal Brasileiro, cujas penas incluem reclusão e sanções adicionais, conforme a gravidade e a natureza das condutas eventualmente confirmadas no curso do inquérito.
A Operação Frigg reforça a atuação contínua da Polícia Federal no enfrentamento ao abuso sexual infantil, especialmente no ambiente digital, onde esse tipo de crime tem se sofisticado e ampliado seu alcance. A corporação destaca que denúncias da sociedade são fundamentais para a identificação e repressão dessas práticas, contribuindo para a proteção de crianças e adolescentes em todo o país.
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