
Em desabafo contundente, o presidente da Câmara de Barreiras denunciou perseguição interna, defendeu a integridade dos 19 vereadores e revelou que desrespeito à Mesa quase o levou a suspender a sessão extraordinária
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O presidente da Câmara Municipal de Barreiras, vereador Yure Ramon, utilizou a tribuna na noite desta quarta-feira (28) para um pronunciamento carregado de indignação e revelações políticas. Em meio à votação que liberou R$ 11,3 milhões do superavit (recursos não utilizados) para saúde e assistência social, Yure Ramon desconstruiu a narrativa de que o Legislativo estaria sabotando o município.
O presidente classificou como “triste e irresponsável” a propagação de mensagens em redes sociais e WhatsApp sugerindo que a Câmara estaria bloqueando o pagamento de servidores.
“Esse recurso não tem nada a ver com o pagamento de funcionários. É preciso parar de instigar o ódio contra os vereadores”, disparou Yure Ramon.
Ele enfatizou sua trajetória política para rechaçar qualquer acusação de obstrução ao governo de Otoniel Teixeira, lembrando que esteve nas ruas pedindo votos para a atual gestão e sempre se colocou à disposição para o diálogo. No entanto, destacou que sua responsabilidade institucional está acima de alianças políticas.
Yure Ramon revelou que a sessão extraordinária esteve prestes a não ser aberta devido a um “distrato” sofrido por uma por parte de membros da gestão municipal.
“Minha vontade naquele momento foi de nem abrir a sessão. Quando se fere um vereador, fere-se os 19 e toda a Casa Legislativa”, afirmou, exigindo respeito à autonomia do Poder Legislativo.
O momento mais impactante do discurso ocorreu quando Yure Ramon direcionou um alerta direto ao chefe de gabinete do Executivo, Júnior Sampaio, presente no plenário. Ele expôs uma crise interna, a qual classificou como “fogo amigo”, revelando ser alvo de perseguições e denúncias sistemáticas por parte de um vereador da base governista – parlamentar que, segundo Yure Ramon, é recebido e tem suas demandas resolvidas na presidência, mas retribui com processos judiciais semanais.
“A conduta desse vereador, em algum momento vai sobrar para a gestão. Vai prejudicar o governo e a população. Estou avisando”, alertou, deixando no ar um silêncio ensurdecedor sobre as possíveis consequências políticas dessa desarticulação.
Visivelmente desgastado pelas constantes investidas jurídicas, Yure Ramon destacou que é o presidente que mais recebeu denúncias na história da Casa, mas ressaltou que o Ministério Público tem arquivado todas as representações por falta de fundamento. Ele afirmou que, embora carregue o fardo de ser alvo de ataques que atingem inclusive sua família, não se deixará levar pela emoção para não prejudicar o povo de Barreiras, que depende da aprovação dos recursos.
“Jamais iria compactuar com qualquer situação que venha prejudicar a sociedade. O que o prefeito precisar, enquanto for bom para o povo, terá o meu apoio”, pontuou Yure Ramon.
Ao encerrar, Yure Ramon adotou um tom moral e religioso, afirmando que “a mão de Deus pesa” sobre aqueles que tentam destruir o trabalho alheio com mentiras e perseguições. O presidente reafirmou sua crença na democracia e no papel fundamental dos 19 vereadores, garantindo que, enquanto estiver à frente da Mesa Diretora, lutará para defender a dignidade do Legislativo contra qualquer tentativa de desrespeito ou ingerência por parte do Executivo ou de opositores internos.
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