Ao lado do presidente em Salvador, senador confirma composição da chapa ao Senado, isola Angelo Coronel e sinaliza alinhamento do PSD baiano ao campo político que sustenta o governo Jerônimo Rodrigues
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O senador Otto Alencar (PSD-BA) confirmou nesta sexta-feira (6), em Salvador, a composição da chapa governista ao Senado Federal para as eleições de 2026, declarando apoio às candidaturas do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e do senador Jaques Wagner (PT). O anúncio ocorreu durante cerimônia de entrega de ambulâncias do Samu, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e reforçou a coesão do campo político que dá sustentação ao atual governo da Bahia.
A declaração encerra as especulações sobre as duas vagas ao Senado pela base governista e isola politicamente o senador Angelo Coronel (PSD), que articula sua saída da legenda. Ao defender a unidade do grupo aliado ao Palácio de Ondina, Otto reduziu o espaço para movimentos internos que buscam reconfigurar o comando do PSD no estado ou abrir caminho para candidaturas dissidentes.
Sem fazer menção direta a compromissos eleitorais futuros, o senador situou sua posição dentro do arranjo político que hoje governa a Bahia, liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), ressaltando a necessidade de estabilidade e convergência entre os partidos da base estadual.
Em seu discurso, Otto recorreu ao histórico político para traçar paralelos com o momento atual. Ao relembrar o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016 – classificado por ele como uma “conspiração” -, indicou disposição para enfrentar tentativas de fragmentação interna, numa referência indireta às disputas em curso no PSD baiano.
A postura adotada também explicita um distanciamento em relação à estratégia do diretório nacional do partido. Enquanto o presidente do PSD, Gilberto Kassab, articula a construção de uma candidatura própria à Presidência da República – com nomes como Eduardo Leite, Ratinho Jr. e Ronaldo Caiado -, Otto afirmou que a legenda na Bahia já definiu seu posicionamento nacional.
Segundo o senador, a estrutura estadual do PSD, que reúne cerca de 115 prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, caminhará com Lula na disputa pela reeleição em 2026. A sinalização reforça a autonomia política da sigla no estado e evidencia a prioridade conferida à manutenção da coalizão local.
Ao buscar amortecer pressões partidárias, Otto reafirmou sua identidade política construída ao longo de mais de duas décadas de aliança com o Partido dos Trabalhadores e com outras siglas da base, como Avante, PCdoB, PSB, MDB e Podemos. Ele relembrou o apoio a Lula ainda em 2002, quando exercia interinamente o governo da Bahia e optou por respaldar o petista no segundo turno contra José Serra.
Com a consolidação da chapa formada por Rui Costa e Jaques Wagner, o campo governista na Bahia fecha o tabuleiro para a disputa ao Senado em 2026. Ao resgatar a trajetória iniciada nos governos de Jaques Wagner e aprofundada na gestão de Rui Costa, Otto Alencar reforça a vinculação do projeto político estadual à liderança de Lula, mantendo coesão institucional com o governo Jerônimo Rodrigues, sem antecipar arranjos eleitorais além do Senado.
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