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Projeto-piloto do Ministério da Saúde atende crianças, adolescentes e idosos em quatro estados; nova insulina exige apenas uma aplicação diária e amplia a estabilidade glicêmica
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Ministério da Saúde iniciou a transição da insulina humana NPH para a insulina análoga de ação prolongada, conhecida como glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida começa em caráter de projeto-piloto, contemplando crianças e adolescentes até 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos acima de 80 anos com diabetes tipo 1 ou 2. Nesta fase inicial, o novo tratamento chega ao Distrito Federal, Amapá, Paraná e Paraíba.
A mudança tecnológica deve beneficiar diretamente cerca de 50 mil pacientes. Diferentemente da NPH, a glargina mantém efeito por até 24 horas, permitindo apenas uma aplicação diária. O modelo reduz variações bruscas da glicemia e o risco de hipoglicemia, além de simplificar a rotina de cuidados – alinhando o tratamento oferecido pelo SUS às diretrizes internacionais.
A migração será gradual e individualizada, condicionada à avaliação clínica de cada paciente. Paralelamente, o ministério promove capacitações com profissionais da atenção primária nos estados participantes. Os resultados desta etapa servirão de base para definir o cronograma de expansão nacional.
Além do impacto clínico, a iniciativa tem foco na soberania produtiva. O fornecimento da glargina resulta de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre Bio-Manguinhos/Fiocruz, a biofarmacêutica brasileira Biomm e a chinesa Gan & Lee, com previsão de transferência integral de tecnologia para o Brasil – estratégia que reduz vulnerabilidades a oscilações e escassez globais.
Em termos de investimento e escala, R$ 131 milhões garantiram a entrega de mais de 6 milhões de unidades de insulina em 2025. A projeção do Ministério da Saúde é ampliar significativamente a capacidade produtiva, alcançando 36 milhões de tubetes até o fim de 2026. No mercado privado, o custo do tratamento com glargina pode chegar a R$ 250 para apenas dois meses, o que reforça o impacto da incorporação no SUS sobre o acesso e a equidade.
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