
Relatório enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, cita conversas de Daniel Vorcaro sobre pagamentos à Maridt; Toffoli afirma que valores foram legais
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Dias Toffoli seja declarado suspeito no inquérito que apura a liquidação do Banco Master.
O pedido foi feito após a corporação enviar ao presidente da Corte, Edson Fachin, relatório com mensagens que mencionam pagamentos à empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio.
Segundo a investigação, o banqueiro Daniel Vorcaro e o pastor Fabiano Zettel trataram, em conversas apreendidas, de transferências vinculadas à venda do resort Tayayá. A Maridt detinha 33% do empreendimento. Há referência a pagamentos realizados em 2025, período de conclusão do negócio.
O relatório também registra diálogos entre Toffoli e Vorcaro. De acordo com informação publicada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, as conversas entre o ministro e o banqueiro não tratariam de operações financeiras, mas de encontros.
O que diz Toffoli
O ministro já confirmou ter recebido valores da Maridt em 2021, quando a empresa vendeu sua participação no resort ao fundo Arleen, ligado à estrutura financeira de Vorcaro.
Toffoli afirma que é sócio de empresa familiar estruturada como sociedade anônima de capital fechado. Segundo ele, todas as transferências foram legais, declaradas à Receita Federal e rastreáveis.
Também sustenta que autorizou pedidos da própria PF contra Vorcaro durante a investigação.
Próximos passos
Fachin notificou Toffoli para apresentar esclarecimentos formais. O caso corre sob sigilo e a decisão sobre eventual suspeição caberá ao STF.
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