Adriano Stein denuncia rachadinha e irregularidade no Residencial Solar Barras e fala em abrir CPI 17032026
Do seu assento, parlamentar rebateu defesa da gestão feita pelo vereador Hipólito e afirmou que levará denúncias de extorsão e irregularidades no Solar Barreiras ao Ministério Público; atual prefeito Otoniel Teixeira é cobrado por omissão
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O vereador Adriano Stein utilizou o pequeno expediente da sessão desta terça-feira (17) para endurecer reforçar as denúncias de corrupção e má gestão na atual administração municipal, chefiada pelo prefeito Otoniel Teixeira. Falando de seu local de assento, o parlamentar detalhou esquemas de extorsão em escolas rurais, a existência de servidores estatutários “fantasmas” com altos salários e a manipulação política na entrega de casas populares. Stein afirmou categoricamente que levará as provas ao Ministério Público (MP).

Diante da gravidade, o presidente da Câmara, Yure Ramon, declarou apoio total à fiscalização, enquanto Stein rebateu as justificativas do vereador Hipólito anunciando que protocolará um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Os fatos determinados para a investigação
Stein fundamentou sua indignação em casos específicos que, segundo ele, batem de frente com a atual gestão e não receberam providências. O vereador desabafou:
“Há tempos eu venho nessa casa denunciando, juntamente com a gestão municipal, algumas irregularidades. A gente percebe que por parte da gestão não houve nenhum tipo de providência”.
- Esquema de “Rachadinha” e Extorsão: Uma diretora de escola na zona rural estaria extorquindo uma professora.
“A professora recebia 40 horas, mas só trabalhava 20. E a diretora pegava de volta essas 20 horas. Isso foi denunciado e até hoje a diretora continua nomeada”, revelou Stein. Ele questionou ainda se a gestora agiu sozinha ou se o dinheiro era repassado a terceiros.
- Manipulação no Residencial Solar Barreiras: O parlamentar denunciou que 80 residências estão desocupadas e sendo direcionadas por critérios políticos dentro da Secretaria de Assistência Social. O empreendimento, que totaliza 500 moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida, foi entregue em dezembro de 2025 pelo governador Jerônimo Rodrigues após anos de paralização das obras.
“Se houver manipulação da lista de espera dessas 80 residências, é outra denúncia que vou fazer para o Ministério Público. Eu já tenho o nome dessas pessoas que estão em bairros da cidade procurando pessoas dizendo que têm o acesso para direcionar essas casas”, alertou.
- Servidores Fantasmas: O vereador citou um caso emblemático:
“É inadmissível um servidor estatutário com um salário de R$ 11.000 há 9 anos não trabalha. É inadmissível um servidor estatutário estar à disposição de vereador”. Ele completou criticando a injustiça salarial: “É injusto a gestão punir quem trabalha com a demissão e manter quem tá dentro de casa sentado em frente de uma TV, recebendo salários altíssimos”.
Embate em plenário e posição da Presidência
Após a fala de Stein, o vereador Hipólito tentou defender a gestão citando projetos herdados do ex-prefeito Zito Barbosa e obras atuais. Stein utilizou seu direito de resposta para rebater e reforçar sua postura combativa:
“Servidor fantasma que não vai trabalhar, eu vou denunciar no Ministério Público. Vou denunciar servidor, vou denunciar secretário, vou denunciar quem quer que seja. Vou denunciar servidor que recebe difícil acesso para ficar dentro de casa”.
Sobre a CPI, ele desafiou o colega:
“Vou protocolar nesta casa um pedido de uma CPI e até sugiro para o colega que assine também. O objetivo não é acusar nem julgar, é esclarecer. Contra fatos não há argumentos”.
O presidente da Casa, Yure Ramon, validou a postura.
“Esta Mesa está à total disposição. O senhor pode me passar os nomes. Eu mesmo, através desta Mesa Diretora, vou fazer um requerimento tanto para a Secretaria de Educação quanto para qualquer outro secretário. Aqueles que tiverem qualquer denúncia dessa e quiser o apoio desta Mesa, pode ter certeza que terá minha assinatura”, garantiu o presidente Yure Ramon.
O rito da CPI e as possíveis consequências (Regimento Interno)
Para que a investigação avance de forma oficial, Adriano Stein deve seguir os trâmites do Artigo 55 do Regimento Interno da Câmara de Barreiras:
- Assinaturas: Como Barreiras possui atualmente 19 vereadores, é necessário o apoio de, no mínimo, 1/3 dos membros (7 assinaturas) para a abertura da CPI.
- Prazo de Duração: A comissão é criada com prazo certo de até 120 dias, podendo ser prorrogada por igual período.
- Desdobramentos e Cassação: Stein garantiu que esta “será uma bandeira que não vou abandonar”. O relatório final pode resultar no encaminhamento de provas ao MP para denúncia criminal e fundamentar a abertura de um processo de cassação de mandato por infração político-administrativa contra os responsáveis.
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