Dicíola Baqueiro evoca ética de Kant ao defender união feminina e pautas sociais 17032026
Em discurso marcado por densidade filosófica e prestação de contas, vereadora destaca ações no Residencial Solar Barreiras, apoio ao Instituto do Câncer e prega o respeito mútuo como imperativo moral
Casso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora Dicíola Baqueiro ocupou a tribuna da Câmara Municipal na noite desta terça-feira (17) para apresentar um balanço de suas recentes agendas parlamentares e propor uma profunda reflexão sobre a ética nas relações interpessoais. Unindo pragmatismo político e fundamentação filosófica, a parlamentar detalhou demandas colhidas no Residencial Solar Barreiras e defendeu o fortalecimento de instituições de assistência à saúde, como o ICOB e a APAE, encerrando seu pronunciamento com um apelo à sororidade fundamentado na moralidade kantiana.
Atuação comunitária e saúde pública
A parlamentar iniciou seu balanço destacando as festividades em alusão ao Dia das Mulheres realizadas no Residencial Solar Barreiras. Segundo Dicíola, o evento transcendeu a celebração, servindo como canal para ouvir as moradoras sobre carências infraestruturais.
“Encaminhamos indicações para a melhoria do transporte público, iluminação e coleta de lixo, demandas urgentes daquela comunidade”, pontuou.
No campo da saúde, Dicíola Baqueiro enfatizou sua visita ao Instituto do Câncer do Oeste da Bahia (ICOB) e à APAE, acompanhando o Secretário Estadual de Agricultura, Pablo Barrozo. Ela convocou os pares e a sociedade a se apropriarem da causa do ICOB, classificando-a como uma luta regional contra o drama físico e emocional do câncer. A parlamentar também reiterou seu compromisso com os pacientes de fibromialgia, destacando a necessidade de políticas públicas baseadas na empatia e no diagnóstico multifatorial.
O imperativo ético de Immanuel Kant
O ponto alto do discurso foi a reflexão sobre o comportamento social e a hostilidade velada entre mulheres. Dicíola argumentou que a emancipação feminina exige que “mulheres cuidem de mulheres”, rejeitando o olhar de inimizade ou perseguição.
Para sustentar sua tese, a vereadora recorreu ao pensamento do filósofo alemão Immanuel Kant. Ela utilizou o arcabouço ético kantiano para explicar que a civilidade reside na capacidade humana de subordinar os instintos à razão.
“Lembro do filósofo Immanuel Kant para dizer que nem tudo o que a gente deseja, a gente pode fazer. Às vezes temos desejos impulsivos, mas não os realizamos porque temos uma racionalidade, uma ética e uma moralidade que não nos permitem. O desejo não pode passar por cima da moralidade”, asseverou Dicíola.
A parlamentar concluiu afirmando que o respeito pela dignidade alheia deve ser o norteador da conduta política e pessoal, exortando a sociedade a adotar uma postura de solidariedade cristã e empatia para além dos discursos superficiais.
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