Presidentes dos TREs se reuniram com a ministra Cármen Lúcia nesta terça (24). Foto Alejandro Zambrana Secom TSE
Com oito estados sob liderança feminina e a ministra Cármen Lúcia na presidência do TSE, o próximo pleito geral terá a maior representatividade feminina da história na cúpula da Justiça Eleitoral
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O cenário para as eleições de 2026 consolida um avanço progressivo da presença feminina no comando da Justiça Eleitoral brasileira. Pela primeira vez, oito Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) serão presididos simultaneamente por mulheres durante a realização de um pleito geral. Este número representa o dobro do registrado em 2022, quando apenas quatro estados contavam com desembargadoras na chefia máxima eleitoral.
O recorde regional será acompanhado pelo comando nacional da ministra Cármen Lúcia, que presidirá o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A convergência de lideranças femininas é vista como um marco institucional, garantindo que as decisões logísticas, o combate à desinformação e a fiscalização das candidaturas em estados estratégicos passem pelo crivo de magistradas.
Estados com comando feminino em 2026
A composição das presidências dos TREs para o ciclo de 2026 inclui estados de quatro regiões do país. De acordo com o cronograma de posses, a lista será composta por:
- Acre, Amazonas e Ceará;
- Mato Grosso e Rio Grande do Norte;
- Sergipe;
- Maranhão e Goiás (ambos com previsão de posse feminina para abril de 2026).
Evolução da Representatividade (2022–2026)
Os dados apontam um crescimento sustentado na ocupação desses cargos ao longo das últimas três janelas eleitorais:
Ano Eleitoral | Total de TREs com Presidentes Mulheres | Estados Específicos |
| 2022 | 4 | Paraíba, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Roraima. |
| 2024 | 6 | AM, MT, RN, PB, RR e Santa Catarina. |
| 2026 | 8 | AC, AM, CE, MT, RN, SE, MA e GO. |
Desafios e Atuação
A presença majorada de mulheres no comando das cortes regionais ocorre em um momento em que a Justiça Eleitoral endurece o cerco contra a fraude à cota de gênero e a violência política contra a mulher. Além das pautas de gênero, as presidentes dos TREs terão a missão de gerir o uso de inteligência artificial nas campanhas locais e garantir a segurança das urnas eletrônicas em territórios de grande complexidade política.
O aumento da representatividade feminina nos postos de comando do Judiciário Eleitoral reflete a política de incentivo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para reduzir o abismo de gênero em cargos de segundo grau e tribunais superiores.
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