Segundo a ANVISA, esse resultado confirma a tendência de queda observada nos últimos dez anos
Relatório mostra que quase 80% das amostras estão dentro dos padrões; risco à saúde permanece baixo, segundo a agência
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Brasil registrou, em 2024, o menor índice de irregularidades relacionadas a resíduos de agrotóxicos em alimentos dos últimos oito anos. A informação consta no mais recente relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que analisou o ciclo anual do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA).
De acordo com o levantamento, 20,6% das 3.084 amostras de alimentos de origem vegetal apresentaram algum tipo de inconformidade. Apesar disso, a maioria – 79,4% – foi considerada adequada para consumo, sem resíduos detectáveis ou dentro dos limites permitidos pela legislação.
A classificação de irregularidade inclui situações como o uso de substâncias não autorizadas para determinada cultura, presença de produtos proibidos no país ou níveis acima do Limite Máximo de Resíduos (LMR). Entre os principais problemas identificados está justamente a aplicação de agrotóxicos em culturas para as quais não possuem registro.
O relatório também apontou ocorrências pontuais de maior gravidade: três amostras continham substâncias proibidas no Brasil, enquanto outras 13 apresentaram produtos sem registro no país.
No que diz respeito aos riscos à saúde, a análise considerou dois cenários: o risco agudo e o risco crônico. O primeiro, relacionado à ingestão elevada em curto período, foi identificado em apenas 12 amostras – o equivalente a 0,39% do total analisado.
Já o risco crônico, que avalia o consumo contínuo ao longo da vida, não apresentou situações acima dos níveis considerados seguros. Para essa análise, a Anvisa utilizou dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cruzando informações de consumo alimentar com mais de uma década de monitoramento.
Ao todo, foram considerados dados de mais de 28 mil amostras, abrangendo 36 tipos de alimentos e 345 substâncias diferentes. Segundo a agência, nenhum dos itens avaliados ultrapassou a dose de referência na análise de longo prazo, indicando ausência de risco contínuo ao consumidor.
No ciclo mais recente, foram analisados 14 alimentos, entre eles abobrinha, banana, cebola, laranja, maçã, milho, soja e uva.
Criado para monitorar a presença de resíduos químicos nos alimentos consumidos no país, o PARA tem como objetivo subsidiar ações de fiscalização, revisão de normas e avaliação de riscos à saúde. O atual plano do programa, que vai de 2023 a 2025, prevê a cobertura de até 80% dos alimentos de origem vegetal consumidos no Brasil.
A Anvisa reforça que frutas, verduras e legumes continuam sendo fundamentais para uma dieta equilibrada. Como medida preventiva, o órgão orienta a higienização adequada dos alimentos, com lavagem em água corrente e, quando necessário, uso de escovas para remoção de resíduos superficiais.
Nos últimos 15 anos, os dados do programa também contribuíram para a reavaliação de 17 agrotóxicos no país, resultando no banimento de dez substâncias e na restrição do uso de outras seis.
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