PM que agrediu mulher em SP. Foto reprodução
Imagens mostram agressão brutal durante ocorrência; vítima foi socorrida pelo Samu; polícia diz que investiga e que não compactua com excessos
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Um policial militar foi flagrado por câmeras de segurança chutando o rosto de uma mulher que já estava caída no chão, ensanguentada, durante uma ocorrência na madrugada de quinta-feira (19) em um prédio no Centro de São Vicente, no litoral de São Paulo. As imagens, que circularam amplamente nas redes sociais, mostram a vítima com o rosto ensanguentado já antes da agressão. No vídeo, ouve-se o choro da mulher após o covarde golpe.
O caso é investigado pela Polícia Militar e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), que informou que analisará as imagens das câmeras corporais dos agentes envolvidos.
Agressão brutal e reação da vítima
De acordo com uma testemunha que preferiu não se identificar, a Polícia Militar foi acionada por volta das 3h após gritos vindos de um dos apartamentos. A expectativa dos vizinhos era de que a situação fosse controlada com segurança, mas o desfecho foi marcado por violência.
A testemunha afirmou ao g1 que a atuação policial surpreendeu negativamente quem acompanhava a ocorrência:
“Quando os policiais chegaram, todos nós achamos que eles teriam o controle da situação, já que um deles era uma policial feminina, mas não foi assim que aconteceu”.
As imagens de circuito interno mostram a mulher caída no corredor do prédio, com dois policiais ao redor. Em determinado momento, ela tenta segurar o pé da agente, quando é atingida por um chute violento no rosto desferido por outro policial. No chão, próximo à vítima, é possível ver uma poça de sangue.
Segundo a testemunha, além do chute, o agente também teria desferido um soco na mulher antes do momento registrado pelas câmeras.
Socorro e estado de saúde
Após a intervenção, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou a vítima ao Pronto-Socorro Central da cidade. Ela apresentava ferimento na cabeça, mas não há informações atualizadas sobre seu estado de saúde.
O que diz a polícia
Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Militar apura todas as circunstâncias do caso e reforçou que a corporação “não compactua com excessos ou desvios de conduta”. Segundo a pasta, as imagens das câmeras corporais serão fundamentais para esclarecer a dinâmica da ocorrência e eventuais responsabilidades.
A reportagem do Portal Caso de Política procurou a SSP-SP para saber se os policiais envolvidos foram afastados ou identificados, mas não obteve retorno até a publicação.
Repercussão e o que se espera da Justiça
O vídeo gerou forte repercussão nas redes sociais, com internautas classificando a agressão como “covarde” e “desumana”. A indignação não é apenas pela violência em si, mas pelo fato de ter sido praticada por quem deveria proteger.
Um policial que chuta o rosto de uma mulher já caída e sangrando não está a serviço da lei – está contra ela. A sociedade espera que o agente violento seja identificado, afastado imediatamente da tropa e punido com todo o rigor da lei. Não se trata de intolerância, mas de exigência mínima: quem traja farda tem o dever de proteger, não de agredir.
A apuração célere, a transparência e a responsabilização não são favores – são condições para que a própria corporação preserve sua credibilidade. Cada excesso impune é um estímulo para que novos abusos aconteçam.
A expectativa é que, neste caso, a lei seja aplicada com a mesma força com que o policial desferiu o chute. Que o agressor seja expulso. Que responda criminalmente. E que sirva de exemplo: violência nunca foi e nunca será sinônimo de autoridade. Nada! Nada justifica a truculência e selvageria desse flagrante crime praticado contra essa mulher! Nada! Criminoso bom, é criminoso preso!
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