Junior Marabá sobe o tom contra deputados de migalhas e critica grupos tradicionais de Barreiras e LEM
Prefeito de Luís Eduardo Magalhães apontou falta de independência de parlamentares regionais e cobrou representação política à altura do desenvolvimento do Oeste.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, subiu o tom contra as famílias tradicionais que historicamente comandam a política em Barreiras e LEM. Durante o evento ‘Elas por Barreiras’, realizado no centro da cidade em apoio à campanha da deputada estadual Cinthya Marabá, o gestor afirmou que grupos reprovados nas urnas municipalmente hoje ocupam cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), mas sem entregar resultados.

Marabá destacou que “grupos que já comandaram as prefeituras de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães tiveram suas gestões reprovadas pela população nas urnas, mas, após deixarem o poder municipal, passaram a ocupar espaços na Assembleia Legislativa da Bahia”.
Embora o prefeito não tenha citado nomes diretamente, o público associou as críticas a ex-gestores locais, como observou uma comerciante presente:
“As derrotas que o prefeito falou foi a de Jusmari, em Barreiras, em 2012; a de Antônio Henrique, aqui em Barreiras também em 2016; e Oziel Oliveira lá em Luís Eduardo Magalhães em 2020, quando perdeu pra Juninho”.
Para Marabá, esses grupos demonstraram incompetência ao não apresentar soluções para os desafios regionais. Ele argumenta que, “mesmo ocupando espaços de representação política no Estado, não apresentaram propostas efetivas capazes de enfrentar os grandes desafios de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e do Oeste da Bahia”. O prefeito classificou a postura desses parlamentares junto ao Governo do Estado como passiva, afirmando que “a relação desses parlamentares com o Governo do Estado é de ‘funcionários do governador’. Por isso, não têm independência ou força política para cobrar as grandes demandas da região”.
Essa falta de autonomia, segundo o gestor, reflete-se na carência de projetos estruturantes, como a demora de décadas para a ampliação do Aeroporto de Barreiras, a ausência de aviação comercial em LEM e a estagnação da duplicação da BR-242. Na área energética, ele reforçou que a “falta de atuação política mais firme para cobrar a expansão da infraestrutura necessária ao desenvolvimento regional” ainda limita a atração de novas indústrias.
Ao comparar o cenário com as administrações de Zito Barbosa, em Barreiras, e sua própria gestão em Luís Eduardo Magalhães, o prefeito defendeu que o padrão administrativo subiu e que o legislativo precisa acompanhar essa transformação.
“Não existe mais espaço para a ‘política de migalhas’ nas prefeituras de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras. E agora chegou a hora de acabar também com os ‘deputados de migalhas’. Precisamos de deputados que falem das coisas grandes, dos grandes projetos e dos serviços públicos que o Oeste precisa”, declarou.
Junior Marabá encerrou seu discurso enfatizando que o crescimento regional exige uma voz altiva nas casas legislativas:
“Chega de deputados sem propostas reais. O Oeste cresceu, se desenvolveu e precisa de uma representação política à altura da sua importância para a Bahia”.
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