Rui Costa cobra ação dos EUA contra tráfico de armas e afirma que 80% dos fuzis apreendidos no Brasil têm origem americana
Ex-ministro da Casa Civil defendeu medidas de controle sobre a circulação de armamentos nos Estados Unidos e criticou iniciativas que, segundo ele, não enfrentam a origem do problema.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que a maior parte dos fuzis e armamentos de grosso calibre apreendidos pelas forças de segurança brasileiras tem origem nos Estados Unidos e defendeu que o governo norte-americano adote medidas mais rigorosas para conter o fluxo dessas armas.
A declaração foi dada em meio ao debate sobre o combate às organizações criminosas que atuam no Brasil. Segundo Rui Costa, o enfrentamento efetivo das facções passa pelo controle das rotas internacionais de armamentos que abastecem grupos criminosos.
De acordo com o ex-ministro, levantamentos realizados por órgãos de segurança apontam que aproximadamente 80% dos fuzis, metralhadoras e armas de grande calibre apreendidos no país são provenientes dos Estados Unidos.
“Recentemente, a polícia identificou e saiu amplamente divulgado na imprensa que 80% dos fuzis, 80% das metralhadoras, das armas de grande calibre, de forte calibre, vêm dos Estados Unidos.
Então, se o governo americano, de fato, quer combater o crime, quer combater o que ele chama de organização terrorista, a primeira medida é parar de produzir e de mandar para o Brasil essas armas de grosso calibre, porque 80% de todas as armas apreendidas no Brasil vêm dos Estados Unidos, vêm dos aeroportos americanos, vêm dos portos americanos.
Então, é preciso parar com medidas midiáticas que eventualmente podem, em algum momento, justificar alguma ação em outro país e tomar as medidas dentro dos Estados Unidos que favoreçam o combate às organizações criminosas. A medida mais adequada, mais rápida e mais eficiente que o governo americano pode tomar é parar de enviar armas para o Brasil.”
🚨 80% dos fuzis e armas de grande calibre que entram no Brasil vêm dos Estados Unidos.
Ou seja, enquanto bolsonaristas pedem intervenção americana contra o PCC e o CV, são justamente os gringos que estão armando essas facções até os dentes. O maior fornecedor de armas pesadas… pic.twitter.com/vFGfQf4CO2
— Luizinho.4i20 🍁 (@4i20Luizinho_13) May 29, 2026
Na avaliação de Rui Costa, qualquer estratégia internacional voltada ao combate do crime organizado deve priorizar a interrupção do fornecimento de armamentos de alto poder destrutivo utilizados por facções criminosas. O ex-ministro argumentou que ações de impacto político ou midiático não substituem medidas concretas destinadas a impedir que essas armas cheguem ao território brasileiro.
O tema tem ganhado relevância nos debates sobre segurança pública diante do crescente poder bélico de organizações criminosas. Investigações de autoridades brasileiras e internacionais apontam que parte significativa das armas utilizadas por facções entra no país por meio de redes de tráfico transnacional, o que reforça a necessidade de cooperação entre governos e órgãos de fiscalização para combater o comércio ilegal de armamentos.
As declarações de Rui Costa ocorreram em um contexto de discussões sobre o enfrentamento ao crime organizado e sobre o papel da cooperação internacional na redução do fluxo de armas que abastecem grupos criminosos em território brasileiro.
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