Alcione Rocha Diretora da Creche Gervana Rabêlo Nutricionista RT do PNAE, da SME de Luís Eduardo Magalhães
A Creche Municipal Menino Jesus foi selecionada como uma das 20 melhores práticas do Brasil na 7ª Jornada de EAN. O reconhecimento inédito para a educação baiana foi entregue em Brasília.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Luís Eduardo Magalhães alcançou um feito histórico para a educação pública da Bahia. A Creche Municipal Menino Jesus, situada no bairro Mimoso I, sagrou-se vencedora da 7ª Jornada de Educação Alimentar e Nutricional (EAN). A premiação, de abrangência nacional, é organizada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
O reconhecimento oficial ocorreu no dia 23 de junho, durante a cerimônia do Prêmio PNAE 2026, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. Representando o município, estiveram presentes a diretora da unidade, Alcione Rocha, e a nutricionista responsável técnica pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) na cidade, Gervana Rabêlo.
Um selo de excelência entre milhares
A Jornada de EAN não estabelece um ranking numérico (como 1º ou 2º lugar). O prêmio funciona como uma rigorosa seleção de excelência: das 2.838 escolas que se inscreveram inicialmente em todo o país, apenas 817 unidades conseguiram concluir todas as etapas. Ao final, após a avaliação de 3.268 relatos de experiência, a creche de Luís Eduardo Magalhães garantiu seu lugar no seleto grupo das 20 melhores práticas do Brasil.
Clique aqui e acesse o documento oficial; os detalhes da conquista estão nas páginas 121, 122 e 151.
Do campo ao saber: O diferencial pedagógico

O projeto premiado, “Da Horta à Sala de Aula: o protagonismo docente na formação de hábitos alimentares”, destacou-se por não isolar a alimentação à hora da merenda. A iniciativa integrou o tema ao Projeto Político-Pedagógico (PPP) da unidade, transformando o ato de comer em aprendizado vivo para 200 alunos do Maternal I e II.
Na prática, os vegetais cultivados na horta escolar tornaram-se objetos de estudo. Em Matemática e Ciências, as crianças aprenderam contagem e formas geométricas manuseando os alimentos, além de compreenderem o ciclo biológico da natureza. Na Educação Sensorial, dinâmicas de sabores ajudaram a reduzir a resistência a novos alimentos, combatendo o desperdício. Um dos pontos altos foi o teatro pedagógico “As Aventuras de Cora, a Couvinha”, onde as professoras deram vida a personagens como o tomate e a cenoura para ensinar sobre nutrientes de forma lúdica.
Impacto social e inclusão

A iniciativa culminou na EXPOART, sob o tema “Mãos que plantam, cores que encantam”. Os produtos colhidos e preparados pelos pequenos – como chás, sal de ervas e conservas – foram comercializados simbolicamente para os pais. O recurso arrecadado retornou para as salas de aula em forma de melhorias pedagógicas.
Além do ganho nutricional, a equipe gestora relatou avanços significativos na inclusão. Alunos com necessidades específicas (atípicas) demonstraram melhor regulação emocional e maior facilidade de interação social através do contato direto com a terra e as atividades coletivas.
Para a nutricionista Gervana Rabêlo, a conquista é o reflexo de uma política pública sólida.
“Investir na qualidade do que é servido, com cinco refeições diárias planejadas, e contar com uma equipe pedagógica que abraça a causa é o que garante saúde e aprendizagem real”, pontuou.
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