
A Embrapa confirma resistência inédita das cultivares BRS Princesa e BRS Platina à raça 4 tropical do Fusarium, apontada como a maior ameaça global à bananicultura
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Brasil confirmou a resistência das cultivares BRS Princesa e BRS Platina à raça 4 tropical (R4T) da murcha de Fusarium, considerada a doença mais destrutiva da bananicultura mundial. Os resultados, obtidos pela Embrapa em testes realizados na Colômbia, mostram que menos de 1% das plantas foram afetadas pelo fungo, enquanto variedades do grupo Cavendish apresentaram suscetibilidade extrema.
A descoberta reforça a estratégia de proteção da produção nacional diante da proximidade da R4T em países vizinhos – como Colômbia, Peru e Venezuela – e oferece ao Brasil um potencial escudo fitossanitário em meio aos prejuízos bilionários já registrados em outras regiões produtoras.
O fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense (Foc), transmissível por solo, ferramentas, mudas e plantas hospedeiras, permanece como ameaça constante apesar de ainda não ter sido detectado no Brasil. A criação de cultivares resistentes era vista como o principal desafio científico para conter a expansão global do patógeno.
As pesquisas fazem parte do Programa de Melhoramento Genético de Banana e Plátano da Embrapa Mandioca e Fruticultura, que mantém cooperação com a AgroSavia (Colômbia) e a Corbana (Costa Rica). A parceria permitiu testar as variedades brasileiras diretamente em áreas infectadas, etapa fundamental para validar o desempenho em condições reais de exposição.
O próximo passo dos pesquisadores é combinar a resistência com características comerciais, como produtividade, sabor e qualidade pós-colheita – fatores decisivos para adoção massiva pelos produtores. As novas cultivares são consideradas especialmente promissoras para regiões vulneráveis, como o Vale do Ribeira, onde a chegada da R4T poderia provocar colapso econômico.
O Ministério da Agricultura mantém ações de vigilância e biossegurança para evitar a entrada do patógeno no país, com foco em controles de materiais de propagação, movimentação de pessoas e desinfecção de equipamentos. Mesmo com a resistência comprovada, o risco de disseminação exige protocolos reforçados de prevenção.
Alinhado ao ODS 2 da Agenda 2030, o avanço científico consolida o Brasil como referência global em sanidade vegetal e segurança alimentar, oferecendo uma resposta concreta a uma das maiores crises fitossanitárias do mundo.
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