Ação cumpriu 47 mandados de busca e apreensão, prendeu sete suspeitos e bloqueou até R$ 6 milhões por CPF e R$ 60 milhões por CNPJ dos investigados
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Operação Sinete desarticulou, nesta quarta-feira (26), um grupo criminoso envolvido em fraudes documentais, grilagem de terras e lavagem de capitais em Feira de Santana e municípios da região. A ação, resultado de medida cautelar deferida pelo Poder Judiciário, autorizou o cumprimento de 47 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão temporária. Até o momento, sete pessoas foram detidas. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social da Polícia Civil da Bahia.
O nome da operação faz referência ao sinete, selo historicamente utilizado para autenticar documentos e garantir sua legitimidade. A escolha não é casual: o grupo investigado atuava justamente corrompendo essa lógica, falsificando certidões, manipulado registros e produzindo documentos fraudulentos para apropriação clandestina de propriedades.
Nas diligências, foram apreendidos doze veículos, duas motocicletas, dinheiro em espécie, joias e uma série de documentos. O Judiciário também determinou o sequestro de valores e bens, com bloqueios que podem chegar a R$ 6 milhões por CPF e R$ 60 milhões por CNPJ dos investigados.
As apurações, conduzidas pela Polícia Civil por meio do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), revelaram uma estrutura criminosa composta por servidores de cartórios de registro de imóveis, empresários, advogados, corretores e agentes de segurança pública. O conjunto probatório indica a existência de um sistema de falsificação e manipulação de documentos públicos e judiciais, envolvendo o uso indevido de procurações, certidões e decisões judiciais para tomada irregular de propriedades. Em alguns casos, houve emprego de coação, violência e porte irregular de arma de fogo.
O avanço da investigação foi possível graças a interceptações telefônicas autorizadas judicialmente, análises financeiras, diligências de campo e correições administrativas. Os elementos reunidos sustentaram o deferimento das medidas cautelares, entre elas o afastamento de servidores públicos suspeitos de participação no esquema.
A operação contou com o apoio da Força Correcional Especial Integrada (FORCE), da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia, da Corregedoria da Polícia Civil da Bahia e da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia. As ações foram executadas de forma simultânea, garantindo a preservação das provas e a segurança das equipes. As investigações continuam para delimitar responsabilidades, identificar outros possíveis envolvidos e localizar o oitavo investigado com mandado de prisão expedido.
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