Com mensalidades a partir de R$ 100 e tecnologia de órbita baixa, o projeto SpaceSail avança no Brasil através de parceria com a Telebras, oferecendo conectividade acessível e soberania digital em toda a América do Sul
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A China acelerou o passo na corrida espacial para consolidar a constelação SpaceSail (projeto G60) como a principal alternativa à Starlink em território brasileiro e sul-americano. Por meio de um Memorando de Entendimento firmado entre a estatal Telebras e a Shanghai Spacecom Satellite Technology (SSST), o Brasil contará com uma infraestrutura de satélites de órbita baixa (LEO) voltada para a inclusão digital em larga escala.
A iniciativa destaca-se por custos reduzidos, visando quebrar barreiras econômicas e garantir que cidadãos, empresas e governos tenham acesso a uma rede estável, acessível e independente de monopólios privados ocidentais.
Estratégia de Preços e Acessibilidade no Sul Global
Diferente do modelo de lucro maximizado das empresas do Vale do Silício, o projeto SpaceSail adota subvenção estatal para garantir competitividade agressiva no Brasil.
As estimativas indicam que a mensalidade do serviço ficará entre R$ 100,00 e R$ 150,00, valor muito inferior ao praticado pela concorrência.
O custo do kit de recepção também chama a atenção:
- Star Link: em torno de R$ 2.000,00
- SpaceSail: entre R$ 1.000,00 e R$ 1.500,00
Há ainda possibilidade de subsídios adicionais para contratos de fidelidade destinados a órgãos públicos e empresas estratégicas.
Vanguarda Técnica: Laser, Beidou e Baixa Latência
A tecnologia posiciona a China na fronteira do setor aeroespacial.
- Altura dos satélites: 300 km a 600 km
- Latência: 25 ms a 40 ms
- Ideal para: cirurgias remotas, transações financeiras, controle de infraestrutura crítica, fazendas e regiões remotas
Diferençais tecnológicos:
✔ Comunicação intersatelital via laser
Permite tráfego direto entre satélites, reduzindo dependência de estações terrestres e aumentando a autonomia da rede.
✔ Integração com o sistema Beidou
Oferece posicionamento com precisão centimétrica, beneficiando logística e monitoramento de ativos em toda a América do Sul.
Revolução nos Lançamentos e Escala Industrial
Para cumprir a meta de 15.000 satélites até 2030, a China:
- automatizou linhas de montagem para fabricar centenas de satélites por ano
- acelerou o uso de lançadores avançados, como o Zhuque-2, operado pela LandSpace
O Zhuque-2 é o primeiro foguete movido a metano e oxigênio líquido a alcançar órbita, proporcionando:
- menor custo por lançamento
- maior eficiência
- mais facilidade de reutilização
- sustentabilidade econômica de longo prazo
Soberania Digital e Parceria com a Telebras
A participação da Telebras indica que o Brasil busca na China um parceiro estratégico para garantir soberania digital.
A rede SpaceSail permitirá:
- diversificação das comunicações nacionais
- proteção de dados estratégicos
- conectividade em áreas remotas sem fibra óptica
- suporte a escolas, postos de saúde e distritos industriais isolados
A iniciativa fortalece a chamada “Rota da Seda Espacial”, ampliando o desenvolvimento tecnológico na América do Sul.
Cronograma de Implantação
- 2024: lançamentos iniciais dos primeiros lotes
- 2025-2027: operações comerciais regionais (China e países parceiros)
- Até 2030: constelação completa e cobertura global competitiva, incluindo mercado brasileiro em larga escala
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