Adriano Stein rebate ataques pessoais e anuncia novas ações após meses de denúncias sobre “servidores fantasmas” em Barreiras
Vereador afirma que passará das denúncias às acusações formais; desde fevereiro, ele denuncia esquema de contratos terceirizados usados para atacar a Câmara e defende CPI
Vereador usa tribuna para rebater críticas e ampliar investigação
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O vereador Adriano Stein utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Barreiras na manhã desta segunda-feira (23) para rebater ataques pessoais que vinha recebendo e anunciar uma intensificação em sua atuação fiscalizadora, após meses de denúncias sobre supostos esquemas de “servidores fantasmas” e “rachadinha” na administração municipal.
Em tom firme, Stein afirmou que as críticas não o intimidam e que sua postura a partir de agora será mais incisiva.
“Atacar, pode. Não me importo. Pessoa pública eu tô aqui para isso. Mas uma coisa, esse vereador acertou. Eu tô falando muita balela, tô falando muita lorota. Tá na hora de eu falar menos e é o que eu vou fazer, mas eu vou agir mais.”
Histórico de denúncias: servidores fantasmas, rachadinha e CPI
A fala de Stein na sessão de 23 de março é a continuidade de uma trajetória fiscalizadora que ganhou força nos meses anteriores. Em 25 de fevereiro de 2026, o vereador já havia denunciado a existência de um suposto esquema de “servidores fantasmas” vinculados a empresas terceirizadas que prestam serviço ao município.
Segundo Stein, as irregularidades envolveriam indicações políticas, com vereadores mantendo contratos para pessoas que recebem salários sem cumprir jornada de trabalho. Um dos pontos mais críticos da denúncia dizia respeito à atuação desses funcionários fora de seus postos:
“O fantasma hoje em Barreiras não é apenas aquele que recebe sem trabalhar; é aquele que recebe do dinheiro público para ficar atrás de um teclado tentando descredibilizar quem fiscaliza.”
Na ocasião, Stein defendeu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os contratos de terceirização firmados pelo município.
Novas denúncias: rachadinha e manipulação no Solar Barreiras
Em 17 de março de 2026, Stein endureceu ainda mais suas denúncias. Em sessão na Câmara, ele detalhou esquemas de extorsão em escolas rurais, a existência de servidores estatutários “fantasmas” com altos salários e a manipulação política na entrega de casas populares do Residencial Solar Barreiras.
Sobre o Residencial Solar Barreiras, Stein afirmou:
“Se houver manipulação da lista de espera dessas 80 residências, é outra denúncia que vou fazer para o Ministério Público. Eu já tenho o nome dessas pessoas que estão em bairros da cidade procurando pessoas dizendo que têm o acesso para direcionar essas casas.”
O vereador também citou um caso emblemático de servidor fantasma:
“É inadmissível um servidor estatutário com um salário de R$ 11.000 há 9 anos não trabalha. É inadmissível um servidor estatutário estar à disposição de vereador.”
Naquela sessão, o presidente da Câmara, Yure Ramon, garantiu apoio à fiscalização:
“Esta Mesa está à total disposição. O senhor pode me passar os nomes. Eu mesmo, através desta Mesa Diretora, vou fazer um requerimento tanto para a Secretaria de Educação quanto para qualquer outro secretário.”
Ataques pessoais e o que lhe causa vergonha
Na sessão de 23 de março, Stein relatou ter sido alvo de ataques de um colega vereador em ambientes públicos, incluindo um bar, onde teria sido chamado de “ébrio” e acusado de “falar balelas”.
“Recentemente comecei a receber ataques de um vereador dessa casa falando em corredores da gestão, em ambientes públicos, falando de mim. Recentemente em um bar falou em alto bom tom que eu estava nessa casa aqui falando balelas, falando lorotas. Falou ainda, vereador Rodrigo, que eu era um ébrio.”
Stein afirmou que não se envergonha dos ataques, mas listou o que considera motivo de vergonha:
“Eu teria vergonha verdadeiramente se eu tivesse participando de esquema de rachadinha. Eu teria vergonha se eu tivesse com familiar recebendo altíssimos salários sem trabalhar. Eu teria vergonha se eu tivesse o meu gabinete só funcionário fantasma. Isso me causaria vergonha.”
E acrescentou:
“Eu teria vergonha de estar nos corredores da gestão falando mal de um colega vereador para conquistar o apoio de pessoas ordinárias. Isso me envergonharia.”
De denúncias a acusações
Adriano Stein afirmou que sua atuação mudará de patamar. Até agora, segundo ele, limitou-se a denunciar irregularidades. A partir de agora, passará a acusar formalmente.
“A princípio, eu trouxe denúncias. Eu denunciei irregularidades. Agora eu vou, a partir de agora eu vou acusar. Já vou começar algumas ações que futuramente a gente vai ter resultado, seu presidente.”
O vereador não detalhou quais ações pretende tomar, mas sinalizou que levará suas investigações a instâncias formais, conforme já havia anunciado em fevereiro:
“Vou denunciar o coordenador, o diretor, o RH e o secretário que atesta o ponto dessa pessoa. O crime maior é de quem é conivente com a ausência do funcionário no posto de serviço.”
Atuação anterior: cestas básicas e defesa do bairro São Paulo
Em abril de 2025, Stein já havia denunciado o uso político na entrega de cestas básicas pela Secretaria de Assistência Social. Na ocasião, ele revelou que servidores estariam entregando cestas em nome de vereadores e alertou o prefeito Otoniel Teixeira:
“O prefeito Otoniel tem que abrir os olhos, sair das redes sociais e entrar dentro das secretarias para ver o que é que está acontecendo.”
Morador do loteamento São Paulo há mais de três décadas, Stein também tem atuado diretamente nas demandas do bairro, cobrando melhorias de infraestrutura.
A Câmara como espaço de fiscalização
Ao encerrar seu pronunciamento, Adriano Stein reafirmou que sua atuação fiscalizadora continuará e que os ataques recebidos não o farão recuar.
A fala do vereador reflete um movimento mais amplo na Casa: a defesa do papel fiscalizador do Legislativo, em meio a um cenário de denúncias que envolvem servidores fantasmas, rachadinha e possíveis irregularidades em contratos de terceirização.
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