Alckmin anuncia saída do Ministério para disputar eleições e mira vaga no Senado por São Paulo 05032026
Foto: Rafael Neddermeyer / Canal Gov
Vice-presidente deixará o Ministério do Desenvolvimento em 4 de abril, prazo limite de desincompatibilização eleitoral; presidente Lula articula chapa forte no estado
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira (5) que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no dia 4 de abril para disputar as eleições de 2026. A data marca o prazo de desincompatibilização definido pela Justiça Eleitoral para que integrantes do Executivo possam se candidatar a cargos eletivos.
A decisão abre caminho para que Alckmin entre oficialmente na disputa política deste ano. Embora tenha demonstrado interesse em permanecer como candidato a vice-presidente na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o nome do vice-presidente ganhou força dentro do governo federal para concorrer ao Senado por São Paulo.
A possível candidatura de Geraldo Alckmin ao Senado faz parte de uma estratégia eleitoral articulada pelo Palácio do Planalto para fortalecer a base governista no maior colégio eleitoral do país. A avaliação é que uma chapa competitiva em São Paulo será fundamental para enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas, que deve disputar a reeleição.
Dentro dessa articulação política, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aparece como possível candidato ao governo paulista. Já a ministra do Planejamento, Simone Tebet, é citada como alternativa para disputar a segunda vaga ao Senado na mesma composição eleitoral.
Outro nome frequentemente lembrado em pesquisas eleitorais para a disputa ao Senado em São Paulo é o da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que também surge como opção competitiva no cenário político do estado.
Mesmo diante das mudanças na formação da chapa presidencial, Alckmin recebeu do presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, a garantia de que poderá participar de diferentes palanques durante a campanha eleitoral. Atualmente, o vice-presidente é filiado ao Partido Socialista Brasileiro, partido presidido pelo prefeito do Recife, João Campos, que também é cotado para disputar o governo de Pernambuco.
Apesar de deixar o ministério, Geraldo Alckmin continuará exercendo normalmente a função de vice-presidente da República. A regra de desincompatibilização eleitoral se aplica apenas ao cargo ministerial, permitindo que ele permaneça na vice-presidência durante todo o período da campanha.
A movimentação faz parte de um cenário mais amplo dentro do governo federal. Pelo menos outros 19 ministros devem deixar seus cargos até abril para disputar as eleições de 2026. Entre os nomes mencionados estão a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa; e o ministro dos Transportes, Renan Filho.
Caso de Política | A informação passa por aqui.
#Política #Eleições2026 #GeraldoAlckmin #Senado #SãoPaulo #GovernoLula #Congresso #NotíciasPolíticas






