Yure Ramon CF 2026 2032026
Foto: Print da transmissão, por Caso de Política
Presidente do Legislativo municipal conduziu sessão solene de lançamento da Campanha da Fraternidade e fez questão de lembrar suas origens na infância missionária e na catequese
O anfitrião que veio da catequese
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Quando o presidente da Câmara Municipal de Barreiras, vereador Yure Ramon, subiu à tribuna na noite de sexta-feira (20) para dar as boas-vindas ao lançamento da Campanha da Fraternidade 2026, ele não o fez apenas na condição de chefe do Legislativo. Fez-o como alguém que carrega a igreja na própria história.
Antes mesmo de falar sobre o tema “Fraternidade e Moradia” ou sobre o papel da Casa na construção de políticas públicas, Yure Ramon pediu um minuto para declarar algo pessoal – e o fez com a simplicidade de quem não tem vergonha de testemunhar.
“Antes de dar início à minha fala, eu não posso me furtar que hoje é um dia muito especial. Eu, na condição de presidente da Câmara, sou fruto da igreja católica. Foi na igreja católica que eu comecei a minha caminhada, foi lá que eu participei da infância missionária, foi lá que eu fiz a catequese, foi lá que eu fiz a crisma, foi lá que eu conheci a minha esposa. Então, onde eu andar, eu jamais posso negar isso.”
A fala, espontânea e emocionada, definiu o tom da noite. Não era apenas uma sessão solene. Era um reencontro do presidente da Casa com suas raízes, e um convite para que todos ali se unissem em torno de uma causa que ele aprendeu a reconhecer ainda menino: a fraternidade como caminho.
Uma casa aberta para o diálogo e para a fé

Yure Ramon conduziu os trabalhos com a desenvoltura de quem conhece os ritos da política, mas também com a humildade de quem sabe que o Legislativo não se faz apenas de leis – faz-se também de escuta, de acolhimento e de compromisso com os mais frágeis.
Ao cumprimentar a mesa, ele fez questão de nomear cada um dos presentes, do bispo Dom Moacyr ao prefeito Otoniel Teixeira, dos secretários municipais aos padres e coordenadores pastorais. E, ao finalizar sua saudação, deixou claro qual era o espírito que guiava aquela Casa naquele momento:
“É com grande honra que a Câmara Municipal de Barreiras recebe a Diocese de Barreiras, em especial Dom Moacyr e os componentes dessa mesa, e também a população barreirense, nesse momento tão significativo que é o lançamento da campanha da fraternidade, cujo tema ‘Fraternidade e Moradia’ ressoa profundamente com os desafios atuais que a sociedade enfrenta.”
Para ele, a campanha não era apenas uma pauta religiosa, mas um chamado à ação coletiva. E a Câmara, como espaço de representação popular, não poderia ficar de fora.
Política como serviço
Ao longo de sua fala, Yure Ramon fez questão de lembrar que o Legislativo municipal tem um papel ativo na construção de políticas públicas para a moradia digna. Ele citou a necessidade de fiscalizar os programas habitacionais, de garantir transparência nos critérios de seleção das famílias beneficiadas e de construir pontes entre o poder público e a sociedade civil.
“É nosso dever, enquanto representantes públicos, cidadãos e membros de uma comunidade cristã, promover a fraternidade e lutar por políticas públicas. Seja através do voluntariado, do apoio a iniciativas sociais ou da mobilização em favor da equidade e do acesso.”
Para ele, o gesto de abrir as portas da Câmara para a Igreja não era um favor, mas o reconhecimento de que a política – quando bem exercida – também é uma forma de serviço. E serviço, para quem aprendeu na catequese o valor do próximo, é uma extensão natural da fé.
Um chamado à união
O vereador encerrou sua fala com um convite à unidade. Ele sabia que o tema da moradia, por si só, já é um campo sensível, que exige diálogo entre diferentes esferas de governo, entre o público e o privado, entre a técnica e a sensibilidade social. Mas, para ele, a fraternidade é exatamente essa capacidade de construir pontes onde antes havia muros.
“Vamos, de mãos dadas, juntos com o povo, nos unir em torno dessas ideias com ações concretas. O chamado à fraternidade é um convite a construir pontes, estabelecer diálogos e desenvolver soluções colaborativas.”
E foi com essa imagem – a de mãos dadas – que ele deixou o plenário, após cumprimentar cada um dos participantes. A sessão solene ainda teria outras falas, outros dados, outros apelos. Mas o tom estava dado: a Câmara de Barreiras, naquela noite, não era apenas um espaço de política. Era, como definiu Dom Moacyr, parte da alma da cidade.
O que fica
Yure Ramon não é apenas vereador e o presidente da Câmara de Barreiras. É o ex-aluno da catequese, o ex-participante da infância missionária, o homem que conheceu a esposa nos bancos da igreja e que, anos depois, abriu as portas do Legislativo para que a mesma igreja pudesse lançar sua campanha mais urgente.
Na noite de 20 de março de 2026, ele mostrou que é possível ser político e ser fraterno. Que é possível presidir uma Casa de leis sem perder de vista as próprias origens. E que, quando a política se encontra com a fé, o que nasce dali é algo maior do que qualquer projeto de lei: nasce compromisso.
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