Plano contra feminicídio e mutirão para prender mil agressores no Brasil 04032026
Estratégia do Pacto entre os Três Poderes prevê rastreamento eletrônico de agressores, 52 salas móveis de acolhimento e ampliação da rede de atendimento psicológico pelo SUS
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Comitê do Pacto Brasil entre os Três Poderes anunciou, nesta quarta-feira (4), um plano nacional de enfrentamento ao feminicídio que inclui um mutirão para o cumprimento de aproximadamente mil mandados de prisão contra agressores de mulheres. A operação será coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com os estados. O anúncio ocorreu durante o seminário “Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres”, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ativista Maria da Penha.
Além das prisões, o plano estabelece o rastreamento eletrônico de agressores cujas vítimas possuam medidas protetivas de urgência e a criação do Centro Integrado Mulher Segura para monitoramento de dados. Na área da saúde, o governo prevê realizar 4,7 milhões de atendimentos psicológicos voltados a mulheres em situação de violência ao longo de 2026.
A infraestrutura de acolhimento será expandida com a entrega de 52 unidades móveis das “Salas Lilás Itinerantes”, a inauguração de quatro novas unidades da Casa da Mulher Brasileira e seis Centros de Referência. O plano também busca o fortalecimento das delegacias especializadas (DEAMs), com foco na implementação de atendimento 24 horas e salas reservadas.
No âmbito internacional, o governo enviará um pedido à Organização Mundial da Saúde (OMS) para que o feminicídio seja incluído no Código Internacional de Doenças (CID). A medida visa padronizar os atestados de óbito e melhorar as estatísticas sobre a causa de morte de mulheres no país. Para denúncias e orientações, o governo reforça a disponibilidade do Ligue 180, que funciona 24 horas por dia.
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