Capa CF 2026 20032026
Sessão solene na Câmara de Vereadores lotou o plenário e contou com falas de Dom Moacyr, prefeito, vereadores e secretários municipais; campanha “Ele Veio Morar Entre Nós” alerta para o déficit habitacional no país
Plenário lotado marca abertura da campanha
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A noite desta sexta-feira (20) foi de reflexão e compromisso na Câmara Municipal de Barreiras. O plenário da Casa ficou lotado para o lançamento da Campanha da Fraternidade 2026, promovido pela Diocese de Barreiras em parceria com o Legislativo municipal. Com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele Veio Morar Entre Nós” (Jo 1,14), o evento reuniu autoridades eclesiásticas, representantes dos poderes Executivo e Legislativo, secretários municipais e centenas de fiéis.

Padre Leandro, coordenador diocesano de pastoral, conduz a sessão solene de lançamento da CF 2026 – Fraternidade e Moradia na Câmara de Barreiras. Ele abriu os trabalhos com a leitura do Evangelho de João e a entoação do hino oficial da campanha. Foto: Print da transmissão, por Caso de Política
A sessão solene foi conduzida pelo padre Leandro, coordenador diocesano de pastoral, que abriu os trabalhos com a leitura do Evangelho de João e a entoação do hino oficial da campanha.
Composição da mesa e autoridades presentes
A mesa principal foi composta pelas seguintes autoridades:
- Dom Moacyr – Bispo da Diocese de Barreiras
- Yure Ramon – Presidente da Câmara Municipal de Barreiras
- Otoniel Teixeira – Prefeito de Barreiras
- Dicíola Baqueiro – Vereadora
- Larissa Barbosa – Secretária Municipal de Saúde
- Ivanete Basto – Secretária Municipal de Assistência Social e Trabalho
- Eva Paes – Coordenadora da Pastoral da Educação da Diocese
- Maria Verônica Serpa – Coordenadora do Projeto Catavento da Diocese
- Padre Leandro – Coordenador diocesano de pastoral
Também foram registradas as presenças do vice-prefeito Túlio Viana, dos vereadores João Felipe, Rider Castro, Carmélia, Beza e Zé do Sorvete, além da ex-vereadora e líder política Carlúcia Macedo, do padre Gregório, e das representantes da comunidade religiosa irmã Martinha (Congregação das Irmãs de Santa Catarina) e Marizete.
A solenidade contou ainda com a participação das equipes do Consultório na Rua e de servidores das secretarias municipais, além de representantes de movimentos sociais e da população em geral.
Yure Ramon: “Sou fruto da igreja católica”

Yure Ramon, presidente da Câmara de Barreiras, durante o lançamento da CF 2026 – Fraternidade e Moradia. Ele abriu os trabalhos com um testemunho pessoal: “Sou fruto da igreja católica. Onde eu andar, jamais posso negar isso.” Foto: Print da transmissão, por Caso de Política
O presidente da Câmara, vereador Yure Ramon, abriu a série de pronunciamentos com um relato pessoal que emocionou os presentes. Ele afirmou que sua trajetória de vida foi forjada na igreja e que a Casa Legislativa está de portas abertas para ações que promovam a dignidade humana.
“Antes de dar início à minha fala, eu não posso me furtar em dizer que hoje é um dia muito especial. Eu, na condição de presidente da Câmara, sou fruto da igreja católica. Foi na igreja católica que eu comecei a minha caminhada, foi lá que eu participei da infância missionária, foi lá que eu fiz a catequese, foi lá que eu fiz a crisma, foi lá que eu conheci a minha esposa. Então, onde eu andar, eu jamais posso negar isso.”
Yure Ramon destacou que a moradia é direito fundamental e que a campanha deve se traduzir em ações concretas, com o Legislativo atuando como ponte entre as demandas sociais e as políticas públicas.
“É nosso dever, enquanto representantes públicos, cidadãos e membros de uma comunidade cristã, promover a fraternidade e lutar por políticas públicas. Seja através do voluntariado, do apoio a iniciativas sociais ou da mobilização em favor da equidade e do acesso.”
O presidente encerrou sua fala convocando todos à união em torno da causa: “Vamos, de mãos dadas, juntos com o povo, nos unir em torno dessas ideias com ações concretas. O chamado à fraternidade é um convite a construir pontes, estabelecer diálogos e desenvolver soluções colaborativas.”
Vereadora Dicíola Baqueiro: uma reflexão profunda sobre a moradia como expressão da dignidade humana

Vereadora Dicíola Baqueiro durante o lançamento da CF 2026 – Fraternidade e Moradia na Câmara de Barreiras. Em seu pronunciamento, conectou o desejo humano por um lar à fé cristã: “A moradia não pode se resumir a um ideal: ela precisa ser compromisso.” Foto: Print da transmissão, por Caso de Política
A vereadora Dicíola Baqueiro fez um pronunciamento que se destacou pela profundidade filosófica, teológica e poética. Em sua terceira participação em campanhas da fraternidade promovidas pela Igreja Católica, ela afirmou que este ano o tema lhe traz um privilégio e uma responsabilidade ainda maiores: o de pautar a diversidade de desafios que a campanha enfrenta.
Dicíola iniciou sua fala conectando o tema da moradia à própria condição humana, desde a infância até a velhice, num arco que revela o desejo de abrigo como algo inerente à existência.
“Para compreendermos verdadeiramente o peso dessa realidade, precisamos olhar para dentro de nós mesmos, porque o desejo pela casa própria não nasce da necessidade. Ele nasce da própria condição humana. Desde a infância carregamos esse desejo. Quem aqui nunca construiu uma pequena casa com objetos ou com a imaginação? Ali, naquela brincadeira simples, já estava presente algo profundo: o desejo de abrigo, de proteção, de ter um lugar no mundo.”
Ela prosseguiu descrevendo como esse desejo se transforma ao longo da vida: na juventude, a casa se torna projeto e autonomia; na vida adulta, vira luta, sacrifício e conquista; na velhice, transforma-se em memória, refúgio e continuidade da própria existência.
“Na vida adulta, esse sonho se torna luta. Trabalhamos, planejamos, sacrificamos tudo para conquistar e manter uma casa digna, uma moradia digna, a estabilidade de um lar por meio do qual possamos cuidar de quem amamos. Com o passar do tempo, na velhice, a casa se transforma novamente. Ela deixa de ser conquista e passa a ser memória. Cada canto guarda uma história, cada parede carrega lembranças. A casa se torna refúgio e continuidade da própria vida.”
A vereadora então trouxe a reflexão para o plano espiritual, lembrando que nenhuma casa neste mundo é definitiva, e que o desejo humano por um lar aponta para algo maior: a morada eterna. A partir dessa constatação, ela iluminou o lema da campanha.
“E então, ao final da nossa jornada, percebemos algo ainda mais profundo: nenhuma casa neste mundo é definitiva. Porque, no fundo, sempre estivemos a caminho de uma morada maior. Talvez seja por isso que o desejo de ter uma casa seja tão forte em nós, porque ele aponta para algo que vai além do concreto: aponta para o eterno.”
Dicíola citou dados alarmantes da realidade brasileira – 365 mil pessoas em situação de rua e um déficit habitacional de quase 6 milhões de moradias – e afirmou que o problema não é apenas habitacional, mas uma crise de dignidade.
“Dados da Fundação João Pinheiro e do Observatório de Políticas Públicas sinalizam uma população em situação de rua hoje de mais de 365 mil pessoas. São homens, mulheres, idosos, crianças, pessoas que não têm onde dormir, onde se proteger, onde simplesmente existir com dignidade. Ao mesmo tempo, o país enfrenta um déficit habitacional de quase 6 milhões de moradias. Milhões de famílias vivem em casas precárias, em condições inseguras, ou comprometem grande parte da sua renda para pagar aluguel.”
A vereadora então fez a ponte entre a realidade social e a mensagem cristã, afirmando que negar moradia a alguém é negar aquilo que o próprio Deus valoriza: a dignidade da vida humana.
“Se Deus habita conosco, então a moradia deixa de ser apenas uma questão social e se torna também uma questão espiritual. Porque negar moradia a alguém é, de certa forma, negar aquilo que o próprio Deus valoriza: a dignidade da vida humana.”
Dicíola concluiu com um questionamento direto e um chamado à coerência cristã:
“Do que adianta falarmos em Deus, professarmos nossa fé, rezarmos, se permanecermos indiferentes à realidade de quem não tem onde morar? A fé cristã não é apenas palavra. Não é apenas intenção. Ela exige coerência, exige presença, exige principalmente ação.”
E encerrou com uma convocação à transformação pessoal e comunitária:
“Creio em Deus é mais do que dizer que acreditamos. É viver em unidade com Ele. E viver em unidade com Deus significa participar do seu modo de agir, significa permitir que, através de nós, algo da realidade possa ser transformado. A campanha da fraternidade nos convida a sair da indiferença. A moradia não pode se resumir a um ideal: ela precisa ser compromisso.”
Dom Moacyr: “A igreja está na alma da cidade”

Dom Moacyr, bispo da Diocese de Barreiras, durante o lançamento da CF 2026 – Fraternidade e Moradia na Câmara Municipal. Em sua fala de encerramento, destacou o papel da Igreja na cidade: “A igreja está na alma da cidade.” Foto: Print da transmissão, por Caso de Política
Em sua fala de encerramento, Dom Moacyr emocionou os presentes ao resgatar memórias pessoais e refletir sobre o sentido mais profundo da campanha. O bispo destacou que a moradia vai além do concreto: é espaço de convivência, amor e dignidade.
“Quando falamos em moradia, falamos de fato da moradia concreta, proteção contra as intempéries, proteção contra a violência, mas nós falamos da construção do espaço da convivência, o espaço do encontro para um crescimento saudável.”
Dom Moacyr também alertou para o perigo da indiferença, citando um poema sobre a indiferença humana diante de Cristo sofredor. Ele defendeu que a missão da Igreja é motivar a sociedade a vencer a apatia.
“O grande desafio é vencermos a indiferença. É um defeito terrível. O Papa Francisco já gritava isso para nós. Porque até o ódio é um sentimento. A indiferença é a ausência de sentimento pelas outras pessoas.”
Ao final, o bispo fez questão de reconhecer o trabalho conjunto entre as instituições e definiu o papel da Igreja na cidade:
“Eu penso que, se o Legislativo e o Executivo estão na mente e no coração do corpo, pensando, tendo ideias e querendo realizar as coisas, se a iniciativa privada está nas mãos e nos pés, a igreja está na alma da cidade.”
Dom Moacyr também recordou a trajetória do primeiro bispo da diocese, Dom Ricardo, e pediu sua intercessão: “Me veio muito no coração agora, porque me parece que são temas que ele amaria, ele gostaria. Dom Ricardo foi muito marcado por essa busca da caridade, da justiça social, do cuidado com as pessoas.”
Prefeito Otoniel Teixeira: “Entregar a casa é apenas o começo”

Prefeito Otoniel Teixeira durante o lançamento da CF 2026 na Câmara de Barreiras. Ele destacou os 17 mil títulos de propriedade entregues no município – o maior número da Bahia. “Esse tema nos convida para o abraço, para doar o amor”, afirmou. (Foto: Print da transmissão, por Caso de Política)
O prefeito Otoniel Teixeira fez um extenso balanço das ações do município na área habitacional. Ele lembrou sua atuação como secretário de assistência social entre 2009 e 2012, quando ajudou a construir os bairros Arboreto 1 e 2 e iniciou o Residencial São Francisco.
Teixeira enumerou as entregas recentes: o Residencial Solar Barreiras (500 unidades), as 500 casas em construção na Vila Moura e outras 400 já contratadas. Ele destacou o programa de regularização fundiária, que já entregou títulos de propriedade para 17 mil famílias – número que coloca Barreiras em primeiro lugar na Bahia.
“Hoje nós temos o privilégio de dizer que Barreiras está em primeiro lugar no estado da Bahia como município que mais regulariza imóveis. Só para vocês terem ideia: o nosso município já está regularizando, concluindo a regularização de quase 20 mil imóveis. 17 mil já foram entregues. O segundo colocado no estado chegou a pouco mais de 8 mil imóveis regularizados. Isso é da dignidade também e uma segurança jurídica para essas pessoas que têm a sua casa, mas não tinham o documento.”
O prefeito também citou a entrega da Casa de Passagem Municipal, um equipamento que acolhe pessoas em situação de rua e em vulnerabilidade, como um dos orgulhos de sua gestão.
“Esse tema nos faz refletir, mas vai muito além de entregar uma casa: nos convida para o abraço, para doar o amor, para sermos solidários às pessoas que estão ao nosso redor.”
Secretária Ivanete Bastos (Assistência Social): números e ações

Ivanete Bastos, secretária de Assistência Social de Barreiras, durante o lançamento da CF 2026 – Fraternidade e Moradia na Câmara Municipal. Ela apresentou os equipamentos de acolhimento à população em situação de rua e destacou a complexidade do fenômeno: “70% dessas pessoas recebem um recurso. É uma causa que necessita que todos nós nos unamos.” Foto: Print da transmissão, por Caso de Política
Ivanete Bastos apresentou os equipamentos públicos voltados à população em situação de rua e vulnerabilidade social. Ela detalhou o funcionamento do Centro Pop (atendimento diurno) e da Casa de Passagem, que oferece acolhimento noturno para até 50 pessoas, com quartos suítes e alimentação.
A secretária informou que Barreiras tem 180 pessoas em situação de rua, das quais 117 são beneficiárias do Bolsa Família e 9 recebem BPC – o que evidencia a complexidade do fenômeno.
“Dessas pessoas que estão hoje na rua, 70% delas recebem um recurso. Então a gente consegue perceber que o caso é mais complexo do que a gente pensa. É realmente uma causa que necessita que todos nós nos unamos.”
Ivanete também anunciou o Programa Qualifica CRAS, com curso de padeiro e confeiteiro já com inscrições abertas, como parte das ações de qualificação profissional para famílias em vulnerabilidade.
Secretária Larissa Barbosa (Saúde): o trabalho do Consultório na Rua

Larissa Barbosa, secretária de Saúde de Barreiras, durante o lançamento da CF 2026 – Fraternidade e Moradia na Câmara Municipal. Ela apresentou o trabalho do Consultório na Rua, um dos apenas quatro do estado: “A gente precisa dar visibilidade a esse trabalho e sensibilizar essa população de que estamos ali para cuidar.” Foto: Print da transmissão, por Caso de Política
A secretária de Saúde, Larissa Barbosa, apresentou o trabalho do Consultório na Rua, uma equipe multiprofissional (médico, enfermeiro, assistente social, psicólogo, nutricionista) que atua diretamente com a população em situação de rua.
Barreiras é um dos apenas quatro municípios da Bahia a contar com esse programa federal, ao lado de Salvador, Feira de Santana e Itabuna.
“O Consultório na Rua busca aquela pessoa que tá ali na sarjeta, suja, fétida, com os dentes careados, com feridas abertas, embriagada, arredia, não acreditando.”
Larissa destacou que o vínculo estabelecido com os usuários tem gerado resultados positivos, com histórias de recuperação e reinserção social. Ela sugeriu a realização de uma audiência pública na Câmara para que o trabalho da equipe seja mais conhecido.
“Barreiras é o quarto município da Bahia que implantou o consultório na rua. A gente precisa dar visibilidade a esse trabalho e até para continuar sensibilizando essa população de que a gente tá ali para cuidar.”
Maria Verônica Serpa: “Campanha não pode acabar enquanto houver uma pessoa sem moradia”

Maria Verônica Serpa, coordenadora do Projeto Catavento da Diocese de Barreiras, durante o lançamento da CF 2026 – Fraternidade e Moradia na Câmara Municipal. Ela alertou para o déficit habitacional no país: “Se o direito à moradia é negado, todos os outros direitos também são negados.” Foto: Print da transmissão, por Caso de Política
A coordenadora do Projeto Catavento, Maria Verônica Serpa, fez uma exposição detalhada sobre a realidade nacional da moradia. Ela citou os números alarmantes: 6,2 milhões de famílias sem casa, 26 milhões vivendo em habitações inadequadas, 11 milhões de imóveis fechados e 16 milhões de pessoas morando em favelas.
“Se o direito à moradia é negado, todos os outros direitos também são negados. Porque sem casa eu não tenho saúde, não tenho trabalho, não tenho nem sequer o documento para poder participar de tudo.”
Verônica destacou que a campanha da fraternidade deve gerar ações permanentes.
“O padre coordenador da campanha disse que a campanha de 2026 não pode acabar enquanto uma pessoa estiver sem moradia digna.”
Ela também cobrou mais planejamento urbano nos conjuntos habitacionais, com a inclusão de escolas, postos de saúde e áreas de lazer, e pediu maior fiscalização do Legislativo sobre os programas habitacionais.
Professora Eva Paes: “A cidade tem um desenho que inclui quem está na rua”

Eva Paes, coordenadora da Pastoral da Educação da Diocese de Barreiras, durante o lançamento da CF 2026 – Fraternidade e Moradia na Câmara Municipal. Ela explicou o significado da imagem da campanha: “Jesus está presente naquela pessoa deitada no banco da praça.” Foto: Print da transmissão, por Caso de Política
A coordenadora da Pastoral da Educação, Eva Paes, fez a abertura das reflexões com uma análise da identidade visual da campanha. Ela explicou que a imagem de um homem deitado num banco de praça – com as chagas de Cristo nos pés – foi inspirada numa escultura do artista católico canadense Timothy Schmaltz.
“Jesus está presente naquela pessoa ali na praça que está deitada no banco da praça com rosto coberto. Ele colocou nos pés as chagas de Jesus, para que todas as pessoas que tivessem acesso a essa praça pudessem se colocar na condição de Jesus.”
Eva destacou que a campanha convida a um olhar mais humano sobre as periferias e as situações de vulnerabilidade.
Reflexão final: um chamado à ação coletiva
A sessão solene na Câmara de Barreiras consolidou uma aliança entre a Igreja e os poderes públicos em torno de um dos temas mais urgentes da realidade brasileira. A Campanha da Fraternidade 2026, que se estende por toda a Quaresma, terá seu gesto concreto na coleta do Domingo de Ramos, cujos recursos são destinados a projetos sociais em todo o país – incluindo iniciativas locais, como o projeto de um coletivo de mulheres em Tabocas do Brejo Velho que recebeu apoio do fundo nacional no ano passado.
Como lembrou Dom Moacyr, a transformação não virá apenas de políticas públicas, mas de uma mudança no coração humano: “O nosso olhar sempre vai nos fazer buscar solucionar os problemas e sofrimentos que às vezes encontramos diante de cada um de nós.”
Campanha da Fraternidade: 62 anos de compromisso social
A Campanha da Fraternidade (CF) foi criada em 1962 na Arquidiocese de Natal (RN), inspirada em uma experiência alemã que transformava os gestos quaresmais de jejum e caridade em solidariedade aos que sofrem. Nacionalizada pela CNBB em 1964, tornou-se a principal iniciativa evangelizadora e social da Igreja no Brasil.
Ao longo de seis décadas, a CF já abordou cerca de 50 temas – entre eles fome, terra, juventude, trabalho, educação, exclusão social e, pela segunda vez, moradia (1993 e 2026). A cada cinco anos, a campanha adquire caráter ecumênico, envolvendo as igrejas cristãs filiadas ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic).
Sua metodologia se estrutura em três momentos: ver (diagnosticar a realidade), julgar (refletir à luz da Palavra de Deus) e agir (propor ações concretas). O grande gesto concreto da CF é a Coleta Nacional da Solidariedade, realizada no Domingo de Ramos, cujos recursos são destinados ao Fundo Nacional de Solidariedade, que apoia projetos sociais em todo o Brasil – como, no ano passado, um projeto de um coletivo de mulheres em Tabocas do Brejo Velho, na própria Diocese de Barreiras.
A CF 2026 tem como objetivo promover, “a partir da Boa-Nova do Reino de Deus e em espírito de conversão quaresmal, a moradia digna como prioridade e direito, junto aos demais bens e serviços essenciais a toda a população”. Em sua mensagem, o Papa Leão XIV destacou que a reflexão sobre a moradia “não pode restringir-se a um período do ano, mas deve ser uma atitude constante”.
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