Lula assina decreto que reestrutura Coaf e cria bases regionais contra o crime organizado
Medida amplia quadro de servidores de 75 para 101 e descentraliza inteligência financeira com novas unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou, nesta quinta-feira (26), um decreto que promove uma reforma estrutural no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O objetivo central é intensificar o combate à lavagem de dinheiro e desarticular a estrutura financeira de organizações criminosas. A nova organização amplia a capacidade operacional do órgão e descentraliza a produção de inteligência com a criação de subunidades regionais.
Expansão do quadro e unidades regionais
A reestruturação eleva o número total de servidores do conselho de 75 para 101, além de aumentar as funções de confiança de 39 para 66 postos. O decreto também estabelece bases de Inteligência Financeira em pontos estratégicos do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu (PR).
A escolha das cidades atende a critérios logísticos e de segurança. São Paulo e Rio concentram o maior volume de comunicações de operações suspeitas do setor financeiro; no caso fluminense, a medida também cumpre determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Já a unidade de Foz do Iguaçu é considerada peça-chave para monitorar crimes transfronteiriços e rotas internacionais de tráfico.
Eficiência e desafios estruturais
Em nota oficial, o Palácio do Planalto destacou que a modernização busca dar maior efetividade à produção de inteligência. O documento foi assinado por Lula, pela ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, e pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Atualmente, o Coaf processa anualmente mais de 7,5 milhões de alertas sobre transações atípicas e supervisiona cerca de 550 mil entidades obrigadas a reportar movimentações suspeitas.
Apesar do reforço, o órgão ainda lida com gargalos históricos, como a inexistência de uma carreira própria de Estado e a alta rotatividade de servidores cedidos por outras instituições. A nova estrutura tenta mitigar esses impactos ao garantir maior estabilidade técnica e acelerar o fluxo de informações para órgãos de segurança pública em todo o território nacional.
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