Vereador Rider Castro cobra fiscalização do transporte público após segundo incêndio em ônibus em 18 meses
Parlamentar protocola requerimento de informações ao Executivo, convoca representante da Viação Cidade Barreiras e aciona Ministério Público: “Se tiver vítima, quem vai ser responsabilizado?”
Incidentes com ônibus acendem alerta na Câmara
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O vereador Rider Castro (Comissão de Transporte) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Barreiras na manhã desta segunda-feira (23) para expor uma situação que, segundo ele, “tirou o sono” no final de semana: o segundo incêndio em um ônibus da frota da Viação Cidade Barreiras (VCB) em menos de 18 meses.
O primeiro caso ocorreu em setembro de 2024; o segundo, na última sexta-feira (20). Em ambos, não houve vítimas. Para o vereador, no entanto, o cenário configura risco iminente à vida dos usuários.
“Imaginem os senhores e as senhoras, caso tenhamos aqui na cidade de Barreiras um terceiro ocorrido dessa natureza. Graças a Deus, os dois outros ocorridos não tivemos vítimas. Qual é a garantia que não teremos um terceiro ou um quarto? Qual é a garantia que não teremos, caso ocorra um terceiro, não teremos vítimas fatais?”
Três frentes de atuação
Rider Castro anunciou três encaminhamentos:
- Requerimento de informações ao poder executivo – com 14 questionamentos sobre condições da frota, manutenção, fiscalização e cumprimento do contrato de concessão.
- Convocação do representante da Viação Cidade Barreiras – para prestar esclarecimentos em sessão da Câmara.
- Provocação ao Ministério Público – ofício a ser protocolado ainda na segunda-feira (23), às 14h, para que o órgão investigue as condições do serviço.
“O Ministério Público só age a partir do momento que ele é provocado. Solicito que os colegas vereadores também possam subscrever essa situação, que hoje atinge a toda comunidade barreirense.”
O requerimento e o ofício foram elaborados em conjunto com os vereadores Zé do Sorvete e Adriano Stein, membros da Comissão de Planejamento Urbano, Desenvolvimento Econômico, Turismo, Transporte, Trânsito e Obras.
A carta da empresa e a situação financeira
Rider mencionou a carta protocolada pela Viação Cidade Barreiras na própria sessão, na qual a empresa comunica a suspensão de linhas rurais devido ao aumento do preço do diesel e à falta de subsídio público. Ele destacou que a convocação do representante Neidilson Ribeiro dos Santos servirá também para que a empresa apresente esclarecimentos sobre esse documento.
“A gente sabe que a empresa tem feito um esforço enorme. Recentemente, eles trouxeram mais três novos ônibus para compor a frota, mas de fato isso ainda não está sendo suficiente. Precisa ser feito um trabalho mais célere.”
Outros vereadores repercutem a fala
A fala de Rider Castro foi repercutida por outros parlamentares ao longo da sessão:
- Vereadora Carmélia da Mata – afirmou que já fiscalizou o transporte público e que o problema é do Executivo, não apenas da empresa: “O dever e obrigação do transporte público é da prefeitura. Inclusive, de subsidiar as passagens dos estudantes e dos idosos, que a prefeitura não repassa R$ 1.”
- Vereador João Felipe – disse bater na mesma tecla há 10 anos e lembrou que a Câmara já aprovou lei autorizando subvenção econômica à empresa, mas o recurso nunca foi repassado: “Vão esperar acontecer o quê? Morrer alguém queimado?” Sugeriu que a comissão se junte ao inquérito civil já existente no Ministério Público.
- Vereadora Silma Alves – ofereceu apoio da Comissão da Mulher e do Consumidor.
- Vereador Zé do Sorvete – protocolou requerimento solicitando informações ao poder municipal sobre a empresa, acatado pelo presidente.
Requerimento é aprovado por unanimidade
O requerimento de informações do vereador Rider Castro foi colocado em votação e aprovado por unanimidade pelos 17 vereadores presentes, tanto em primeira quanto em segunda votação.
Reflexão sobre a urgência do tema
Ao encerrar sua fala, Rider Castro fez um alerta direto:
“Essa situação desses incêndios, imaginem os senhores e as senhoras, se as portas não abrem, se tem cadeirante, se tem idoso, se tem criança, se tem velhinho ali, como é que vai ficar? Imagina perda de uma, já é inaceitável, e de mais vítimas? Alguém precisa falar disso, e eu trago isso porque de fato isso me tirou o sono esse final de semana, me preocupou.”
Ele concluiu afirmando que a Câmara, ao agir, cumpre sua prerrogativa constitucional de fiscalizar: “Nós não podemos passar pano para essa situação.”
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