Prefeito de Santa Maria da Vitória sinaliza apoio a Jerônimo Rodrigues e pode deixar o União Brasil

Tonho de Zé de Agdônio se coloca à disposição para trocar de legenda e engrossa a lista de prefeitos oposicionistas que aderem ao governo estadual

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O prefeito de Santa Maria da Vitória, Tonho de Zé de Agdônio, reeleito em 2024 pelo União Brasil, surpreendeu ao declarar apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e manifestar disposição para deixar a sigla. “Às vezes tivemos posições contrárias na política, isso faz parte, mas estou disposto a sair do partido para somar com o senhor. Nosso projeto é a sua eleição”, afirmou Tonho, durante encontro com o governador.

A movimentação do prefeito é parte de um fenômeno que tem se intensificado desde o início do ano. Jerônimo Rodrigues já recebeu 65 prefeitos de diferentes partidos em seu gabinete, consolidando uma estratégia de atração de lideranças locais para fortalecer sua base para 2026. Tonho foi o sétimo prefeito do União Brasil a ser recebido e o quinto a sinalizar apoio ao governador. Entre os que também aderiram estão os gestores de Mata de São João, Cairu, Sítio do Mato e Buerarema.

O União Brasil, principal partido de oposição na Bahia e liderado por ACM Neto, elegeu 39 prefeitos em 2024. Com mais de 10% deles já alinhados ao governo estadual, a deserção de lideranças preocupa aliados da legenda. Nos bastidores, governistas argumentam que o número pode ser ainda maior se forem incluídos prefeitos de partidos coligados com o grupo oposicionista. Já a oposição minimiza os efeitos das adesões, sustentando que prefeitos podem mudar de lado, mas isso não significa transferência automática de votos — um argumento que o histórico eleitoral baiano desmente.

A aproximação de prefeitos do União Brasil ao governo do PT é um reflexo da dinâmica política baiana, onde alianças são frequentemente moldadas pelas necessidades locais e pelo acesso a investimentos estaduais. O impacto dessas adesões nas eleições de 2026 ainda está em aberto, mas a estratégia do governo de cooptar prefeitos oposicionistas pode redesenhar o xadrez político no estado.

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