
Em um “cavalo de pau” jurídico, Fux minimiza a trama golpista, beneficia a cúpula militar e Bolsonaro, gera revolta e coloca em xeque a credibilidade do STF.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O julgamento da tentativa de golpe de 2022 no STF ganhou contornos dramáticos com o voto de Luiz Fux nesta quarta-feira (10), cuja guinada jurídica acende o sinal de alerta para a sobrevivência da democracia brasileira. O movimento, visto como um “cavalo de pau” em benefício direto de Jair Bolsonaro, gerou indignação em diferentes setores da sociedade.
A incredulidade é compreensível: Fux, que em 1.600 processos do 8 de janeiro validou a competência do STF, agora a questiona; que proibiu Lula de conceder entrevistas, hoje defende a liberdade de expressão irrestrita para Bolsonaro; que votou pela condenação no Mensalão, agora relativiza crimes de organização criminosa. A contradição levanta a pergunta inevitável: estaria Fux a serviço da Justiça ou a serviço de Bolsonaro e Donald Trump?
A estratégia é clara: minimizar a responsabilidade do ex-presidente e de seus aliados, blindando a cúpula militar. A decisão de poupar o ex-comandante da Marinha, acusado de colocar tropas à disposição para o golpe, é um escárnio contra a verdade e uma afronta à memória democrática.
Enquanto os articuladores são preservados, Mauro Cid é oferecido como bode expiatório: condenado por um crime menor, enquanto os delitos mais graves – golpe de Estado, dano qualificado e ataque ao patrimônio público – são descartados. Uma encenação que tenta aplacar a opinião pública, sem responsabilizar os verdadeiros chefes da conspiração.
O voto de Fux também relativiza os acampamentos golpistas. Ao insinuar que eram manifestações amparadas pela Constituição, ignora as imagens de quartéis transformados em QGs radicais, com pedidos de intervenção militar e ataques ao processo eleitoral. É uma tentativa perigosa de reescrever a história e normalizar o extremismo.
Enquanto isso, o bolsonarismo se sente encorajado. Eduardo Bolsonaro, em novo ataque à democracia, ameaçou ministros do STF que condenarem seu pai, evocando a Lei Magnitsky como instrumento de retaliação. A ousadia é fruto da impunidade que se instala com decisões como a de Fux, que funcionam como combustível para a escalada golpista.
A prisão de George Washington de Oliveira Sousa na noite desta terça-feira (9), o extremista que tentou explodir uma bomba em Brasília, lembra que a ameaça é concreta e contínua. Mas prender figuras isoladas não basta se a Justiça fechar os olhos para os responsáveis maiores da trama golpista.
O Brasil não pode permitir que o golpe seja absolvido por canetadas. A decisão de Fux exige resposta firme das instituições e da sociedade civil. O STF precisa reafirmar seu compromisso com a Constituição e a democracia, punindo os golpistas sem seletividade ou complacência.
Os jornalões relatam que os demais Ministros do Supremo reagem com perplexidade, revelando nos bastidores indignação com o voto de Fux. A dissonância não pode macular a Corte como um todo. É hora de os demais magistrados se manifestarem com clareza e provarem que o STF está à altura do desafio histórico.
A democracia brasileira não pode ser barganhada nem relativizada. O país exige Justiça: punir Bolsonaro e todos os cúmplices da trama golpista será o verdadeiro marco da defesa do Estado Democrático de Direito.
Estamos desde o início da manhã acompanhando, e enquanto fechamos o presente texto, Fux continua seu voto.
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