
Com o menor desemprego em 13 anos e liderança na reindustrialização do Nordeste, estado cresce 2,6% e reafirma papel social da economia; juros altos do Banco Central são o principal entrave para 2026
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A economia da Bahia encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 2,6% no Produto Interno Bruto (PIB), consolidando um ciclo de cinco anos de expansão e superando a média do Brasil (2,25%). O resultado é fruto de uma combinação entre a força do campo e a recuperação do emprego formal, que atingiu o menor patamar de desocupação desde 2012. Segundo dados analisados pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), o estado se firma como o motor do desenvolvimento regional, embora enfrente desafios impostos pela política monetária restritiva que ameaça o ritmo de crescimento para o próximo ano.
Avanço Social e Mercado de Trabalho
O principal destaque do ano foi o impacto positivo da economia na vida do trabalhador baiano:
- Pleno Emprego em Perspectiva: A taxa de desemprego caiu para 8,5% no terceiro trimestre, o melhor índice da série histórica. O avanço da massa salarial e a geração de vagas com carteira assinada foram fundamentais para sustentar o consumo interno.
- Emprego Industrial Recorde: A ocupação na indústria cresceu 1,1%, impulsionada especialmente pela construção civil, que voltou a acelerar graças à retomada de programas habitacionais como o Minha Casa Minha Vida e investimentos em infraestrutura urbana.
Setores Motores: Soberania Alimentar e Transição Energética
O crescimento baiano foi impulsionado por uma base produtiva diversificada que alia tradição e inovação:
- Agropecuária Estratégica (+8,1%): Com uma safra de grãos 12,3% superior ao ano anterior, o setor garantiu a liderança nas exportações e fortaleceu a economia do interior.
- Indústria e Reindustrialização (+1,5%): A Bahia concentra hoje mais de um terço da transformação industrial do Nordeste. O início das operações da BYD em Camaçari é visto como um marco para a nova indústria de tecnologia limpa e geração de empregos qualificados.
- Serviços e Logística (+2,0%): O setor de transportes e comunicações mostrou vigor, acompanhando o papel da Bahia como principal hub logístico e exportador da região (responsável por 45,2% das vendas externas do Nordeste).
Obstáculos ao Desenvolvimento em 2026
Apesar dos indicadores positivos, a projeção de crescimento para 2026 é mais modesta (1,4%), reflexo de barreiras estruturais e macroeconômicas:
- Juros Abusivos: A política de juros altos (Selic) praticada pelo Banco Central é apontada como o maior limitador do consumo das famílias e dos investimentos produtivos das empresas, freando o comércio varejista.
- Gargalos de Infraestrutura: A necessidade de modernização logística e a pressão de produtos importados exigem políticas de defesa da indústria nacional para manter a competitividade dos pequenos e médios produtores locais.
- Perspectivas: A continuidade de grandes obras públicas na Região Metropolitana de Salvador e a consolidação do polo automotivo elétrico são as apostas para mitigar a desaceleração e manter a trajetória de inclusão produtiva no estado.
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