
Com safra robusta e foco no abastecimento interno, o setor reafirma sua força como maior empregador do campo e pilar da segurança alimentar nacional
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A agricultura familiar encerrou 2025 como a verdadeira guardiã da soberania alimentar do país. Em um cenário em que o agronegócio de grande escala concentrou esforços na exportação de commodities, foram as pequenas e médias propriedades que asseguraram a oferta contínua de alimentos frescos e básicos ao mercado interno. Dados consolidados da CONAB e do IBGE mostram que o segmento foi determinante para frear a escalada de preços e manter estabilidade na mesa do brasileiro.
Tabela 1 – Participação dos produtores familiares na safra de 2025
| Produto | Participação | Relevância no abastecimento |
| Feijão | 70% | Garantiu oferta mesmo com instabilidades climáticas. |
| Mandioca | 82% | Base alimentar regional e insumo essencial da indústria de farináceos. |
| Leite | 64% | Sustentação econômica em milhares de municípios. |
| Hortaliças | 80% | Abastecimento diário das feiras e centrais de distribuição. |
| Arroz | 12% | Crescimento estratégico para reduzir concentração produtiva. |
Fontes: CONAB / MDA – Safra 2024/25
Função Social e Raiz Econômica do Interior
Para além do volume colhido, a agricultura familiar reafirmou em 2025 seu peso social. O Anuário da Agricultura Familiar (CONTAG/DIEESE) aponta que o setor permanece como o maior empregador do meio rural, absorvendo 67% da mão de obra do campo e movimentando a economia de municípios cuja vitalidade depende diretamente da produção local.
Tabela 2 – Impacto Social e Econômico (2025)
| Indicador | Resultado | Fonte |
| Empregos | 7 em cada 10 trabalhadores rurais | IBGE / CONTAG |
| Economia local | Dinamiza 90% das cidades pequenas | MDA |
| Combate à fome | R$ 1,2 bilhão em alimentos doados pelo PAA | Governo Federal |
| Merenda escolar | 32% veio de produtores familiares | FNDE |
Investimento, técnica e resiliência
O salto de desempenho do setor só foi possível graças ao aporte recorde do Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/25, que destinou R$ 76 bilhões para custeio, crédito e tecnologias. Mas o diferencial do ano foi a eficiência: com apoio da Embrapa e dos serviços de extensão rural, pequenos produtores ampliaram a produtividade por hectare, adotando manejo sustentável, irrigação racional e práticas agroecológicas.
O resultado consolidou um modelo produtivo que preserva o solo, protege a água, fixa famílias no campo e reduz o êxodo rural. Num período de eventos climáticos intensos, a agricultura familiar demonstrou resiliência que o monocultivo não conseguiu replicar, diversificando culturas e assegurando abastecimento mesmo onde grandes cadeias enfrentaram perdas.
Em 2025, a agricultura familiar não apenas colocou comida no prato dos brasileiros — reafirmou sua condição de eixo estruturante do país, social, econômico e ambiental.
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