
Foto: Inpasa Brasil
Investimento de R$ 950 milhões pelo BNDES permitirá produção de 498 milhões de litros de etanol por ano e a geração de 500 empregos diretos em LEM
Caso de Política | Luís CarlosNunes – A Inpasa, maior produtora de etanol de milho da América Latina, está prestes a iniciar as operações de sua sexta biorrefinaria em Luís Eduardo Magalhães (LEM), no Oeste da Bahia.
A entrevista do diretor de Comunicação e Marketing da empresa, Renato Teixeira, à CNN, ocorreu dias após a divulgação da coalizão no Congresso que mira R$ 260 bilhões para acelerar a cadeia dos biocombustíveis. Ele destacou:
“Estamos prestes a inaugurar nossa sexta usina em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, nas próximas semanas, fortalecendo o papel da região como polo exportador e aproveitando o potencial agrícola local”.

Lançamento da pedra fundamental da nova unidade, em 2024
O investimento total da unidade é de R$ 950 milhões, incluindo R$ 350 milhões do Fundo Clima, via BNDES. A planta marca a transição da Bahia de importadora para exportadora de biocombustíveis.
Capacidade produtiva e impacto econômico
Instalada em 125 mil m², a planta processará 1 milhão de toneladas de milho por ano, produzindo:
- 498 milhões de litros de etanol,
- 248 mil toneladas de DDGS (farelo de milho para nutrição animal),
- 24 mil toneladas de óleo vegetal,
- 185 GWh de energia elétrica por cogeração.
No auge da operação, previsto para 2027, a usina gerará 450 a 500 empregos diretos, após mobilizar mais de 3 mil indiretos na fase de construção.
Expansão nacional e descarbonização
Teixeira detalhou que a inauguração integra um plano de expansão da Inpasa, com R$ 7 bilhões em novas unidades pelo Brasil. Atualmente, há frentes em Rondonópolis e Nova Mutum (MT), além de projetos em Goiás e Mato Grosso do Sul. Desde 2019, a empresa já investiu R$ 15 bilhões, mantendo crescimento anual de 50%.
O modelo aproveita a “safrinha” brasileira, permitindo colher soja no verão e milho na sequência, garantindo matéria-prima constante sem competir com áreas destinadas à alimentação.
Segundo o diretor, “esse modelo posiciona o biocombustível brasileiro como peça-chave na descarbonização de setores críticos, como aviação e transporte marítimo internacional”.
Com a nova unidade, o Brasil reforça sua posição como segundo maior produtor mundial de etanol, atrás apenas dos Estados Unidos.
Ficha Técnica da Unidade LEM
- Investimento: R$ 950 milhões (BNDES/Fundo Clima)
- Moagem: 1 milhão de toneladas de milho/ano
- Produção de Etanol: 498 milhões de litros/ano
- Coprodutos: 248,9 mil toneladas de DDGS e 24,8 mil toneladas de óleo vegetal
- Energia: 185 GWh de excedente elétrico
- Empregos: 500 diretos (operação) e 3.000 indiretos (obras)
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