Vereadora Dicíola Baqueiro defende valorização da terceira jornada e ocupação feminina na tecnologia em Barreiras
Durante Tribuna Popular, parlamentar criticou a invisibilidade do trabalho doméstico e convocou mulheres a ocuparem setores gerenciais e tecnológicos dominados por homens
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora Dicíola Baqueiro trouxe uma perspectiva estrutural e contemporânea ao debate sobre os direitos das mulheres na Câmara Municipal de Barreiras. Durante a Tribuna Popular “Construindo espaços de Valorização Feminina”, realizada nesta quarta-feira (25), a parlamentar destacou a necessidade de reconhecer a “terceira jornada” feminina – que engloba o trabalho doméstico invisibilizado – e defendeu que o empoderamento real passa pela ocupação de espaços de tecnologia e alta gestão.
Reconhecimento da diversidade e desafios estruturais
Em seu pronunciamento, Dicíola enfatizou que a valorização feminina deve começar pelo respeito às diferentes trajetórias sociais, sem distinções de raça ou classe. Para a vereadora, o combate à violência e ao feminicídio exige a desconstrução do patriarcado, um processo que ela define como lento e persistente.
“A engenharia que é a vida da mulher exige preparo para equacionar tarefas diversas como profissional, mãe e esposa. O patriarcado está enraizado e precisaremos de anos para desconstruir essa estrutura”, comentou Dicíola, elogiando o trabalho das autoridades presentes, como a delegada Dra. Marília Rosa e a subtenente PM Edinalva.
A Invisibilidade do Trabalho Doméstico
Um dos pontos centrais da fala da parlamentar foi a crítica à falta de valorização das funções domésticas e de cuidado, essenciais para a sociedade, mas socialmente desprezadas.
“Ninguém valoriza o trabalho doméstico que nós fazemos e que fazemos tão bem, que é o de educar, cuidar da família e da casa. São espaços invisibilizados. É preciso valorizar, sim, que as mulheres trabalhadoras possuem uma terceira jornada dentro de casa. Não é apenas discurso, é fato”, afirmou a vereadora.
O espaço da tecnologia e a transição para a ação
Dicíola Baqueiro também alertou para o “preconceito digital” e a baixa representatividade feminina no setor de tecnologia. Ela relembrou a evolução histórica das mulheres no mercado de trabalho – da enfermagem e educação até as ciências exatas – mas pontuou que a tecnologia ainda é um reduto masculino.
“O espaço da tecnologia ainda está basicamente na mão dos homens; nós precisamos desde já nos atentar que a gente tem que chegar lá. Precisamos sair só da fala, da roda de conversa, e ir para a ação. Se esta plenária está esvaziada, é porque muitas mulheres não têm com quem deixar seus filhos ou não têm creche à noite. Precisamos fazer valer e avançar”, defendeu.
Sobre o Evento: “Construindo Espaços de Valorização Feminina”
A participação da vereadora integrou a Tribuna Popular intitulada “Construindo espaços de Valorização Feminina”, realizada no Plenário Dr. Haroldo Cavalcante. O evento, presidido pela vereadora Carmélia da Mata, reuniu a rede de proteção à mulher de Barreiras para debater o aumento dos casos de violência doméstica no município.
Dados apresentados pelo Ministério Público revelaram que a 5ª Promotoria de Barreiras teve o maior volume de processos de violência contra a mulher na Bahia em 2025. Durante a sessão, o presidente Yuri Ramon teve seu anúncio da criação da Procuradoria da Mulher reforçado, enquanto a vereadora Tetéia Chaves cobrou do Executivo a criação de uma Secretaria Municipal da Mulher. O encontro contou com a presença de lideranças como Alésia Oliveira (AIBA), representantes da PRF, CRAM, Casa da Mulher Barreirense e do Instituto Abrigo Mãe.
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