Paralisação dos Professores de Barreiras mobiliza diversos setores da educação em movimento considerado histórico
Ato convocado pelo SINPROFE para o dia 2 de setembro ganha adesão de categorias de apoio e expõe crise profunda na rede municipal; docentes denunciam assédio político em unidades escolares.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A rede municipal de ensino de Barreiras caminha para uma das maiores mobilizações de sua história recente. No próximo dia 2 de setembro, uma quarta-feira, professores e profissionais que compõem a estrutura escolar paralisarão as atividades para ocupar o plenário da Câmara de Vereadores, às 9h30.
O movimento, formalizado pelo SINPROFE, não se restringe mais apenas ao corpo docente: profissionais de apoio, como cuidadores, porteiros e merendeiras, também sinalizam adesão ao ato, evidenciando uma insatisfação sistêmica que atinge toda a comunidade escolar.
Nas redes sociais, o engajamento é espontâneo e maciço. Professores de diversas unidades afirmam que a ação é histórica pela magnitude da organização e pela união em torno de uma pauta que cobra providências para a educação como um todo.
Além da luta pelo cumprimento de direitos represados – como o pagamento dos precatórios do Fundef, reajustes salariais devidos e o respeito ao plano de carreira -, o movimento surge como um grito de socorro contra o sucateamento das condições de trabalho e a falta de investimentos reais nas escolas.
Resistência contra o assédio político
O clima de paralisação é reforçado por graves denúncias de pressão política dentro do ambiente escolar. Relatos apontam que alguns dirigentes estariam tentando coagir servidores, tanto efetivos quanto contratados, a participar de reuniões de caráter político-partidário.
Em resposta, a categoria tem reafirmado sua autonomia democrática, destacando que o ambiente de ensino deve ser preservado de manobras eleitorais e que nenhum profissional é obrigado a ceder a convocações que não tenham finalidade pedagógica oficial.
Audiência Pública e diálogo com a sociedade
A audiência pública na Câmara Municipal será o palco onde a realidade da educação municipal será apresentada à sociedade de Barreiras. O objetivo é buscar apoio da comunidade escolar e população e cobrar providências imediatas das autoridades e órgãos competentes.
Sob o lema “É greve porque é grave”, os manifestantes defendem que a educação se fortalece com compromisso e responsabilidade, e não com promessas políticas ou pressão sobre os trabalhadores.
A expectativa é que a ocupação do legislativo municipal force a gestão a abrir canais reais de diálogo e apresente um cronograma concreto para o cumprimento dos acordos firmados e demandas, garantindo a valorização que a categoria pleiteia há anos.
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