Professores de Barreiras confirmam paralisação e Audiência Pública na Câmara para 2 de setembro
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Sob o lema “É greve porque é grave”, categoria denuncia contraste entre nota do IDEB e condições de trabalho na rede municipal.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Sindicato dos Professores de Barreiras (Sinprofe) confirmou, em comunicado divulgado nas redes sociais, a paralisação da categoria e a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal no próximo dia 2 de setembro, quarta-feira, às 9h30. A mobilização foi deliberada em assembleia realizada em 29 de julho e tem como foco a situação da rede municipal de ensino e as reivindicações apresentadas à Secretaria Municipal de Educação (Seduc).
A movimentação já havia sido antecipada pelo Caso de Política, que abordou o contraste entre os indicadores educacionais divulgados pelo município e as condições relatadas pelos profissionais da rede na reportagem “O preço do 8.2: quando o sucesso no IDEB encontra o custo humano da educação em Barreiras”. Segundo o sindicato, o desempenho apresentado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) não traduz, por si só, a realidade vivida dentro das escolas, marcada, na avaliação da entidade, por sobrecarga de trabalho, adoecimento profissional e problemas estruturais.
A audiência pública deverá reunir órgãos de fiscalização, instituições ligadas à educação e representantes da sociedade civil. Entre os convidados estão o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o Conselho Municipal de Educação, o Conselho Tutelar e diversas outras entidades.
A proposta é colocar as demandas da categoria em debate público e cobrar esclarecimentos sobre o cumprimento de metas, as condições de trabalho e a aplicação dos recursos destinados à educação. A iniciativa também foi tratada pelo Caso de Política na reportagem “Sinprofe pede audiência pública na Câmara de Barreiras sobre crise na educação e monitora compromissos da Seduc”.
“É greve porque é grave”
Com o lema “É greve porque é grave”, o Sinprofe também convoca pais, alunos e representantes da sociedade civil para acompanhar a audiência nas galerias da Câmara.
Para o sindicato, a paralisação representa uma reação ao que classifica como “desgaste humano insustentável” diante da pressão por resultados. A entidade defende que os avanços nos indicadores educacionais sejam acompanhados de medidas concretas de valorização dos profissionais e de melhoria das condições oferecidas nas unidades escolares.
A audiência do dia 2, portanto, deverá colocar frente a frente reivindicações da categoria, responsabilidades da gestão municipal e a necessidade de discutir os resultados da educação para além dos números. O debate também poderá servir para esclarecer quais medidas a Seduc pretende adotar diante das cobranças apresentadas pelos professores.
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