
Imagem: Divulgação da internet
A prisão realizada em Luís Eduardo Magalhães mostra que registrar cada violação – desde perseguições físicas até mensagens enviadas por canais digitais improváveis – é essencial para que o sistema de justiça interrompa o ciclo da violência antes que ele se torne fatal
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A prisão realizada em Luís Eduardo Magalhães expõe um ponto crucial para a proteção das mulheres: cada violação registrada – da perseguição presencial às mensagens enviadas por vias digitais improváveis, como campos de transações bancárias — fortalece a capacidade do sistema de justiça de interromper o ciclo da violência antes que ele alcance um desfecho trágico.
A detenção preventiva de um homem de 28 anos, ocorrida na manhã desta quarta-feira (7 de janeiro de 2026), evidencia a importância da persistência da vítima em não se calar diante de novas ameaças. O caso de uma mulher de 33 anos mostra, com clareza, que a comunicação imediata de cada tentativa de contato indevido permite ao Estado reagir com rapidez e precisão.
A Publicação da Polícia Civil da Bahia – leia aqui – revela que a violência começou em março de 2025, logo após o término do relacionamento. O agressor passou a monitorar a rotina da ex-companheira, utilizar terceiros para obter informações e fazer ameaças constantes. Mesmo após a Justiça emitir Medidas Protetivas de Urgência, o comportamento não cessou.
Em outubro de 2025, ele voltou a violar a determinação judicial, quebrando o distanciamento imposto e retomando o envio de áudios com ofensas e ameaças de morte. Esse padrão de insistência e escalada – típico em situações de violência doméstica – demonstra como a sensação de controle do agressor tende a se intensificar quando não há consequência imediata.
A conduta mais recente, em 6 de janeiro de 2026, mostrou uma tentativa de driblar a medida judicial. Bloqueado nas redes sociais, o agressor passou a usar o espaço de mensagens em transferências via Pix para continuar enviando ofensas, além de adquirir um novo número de telefone para retomar o assédio.
A atitude da vítima em registrar cada ocorrência – mesmo as que podem parecer pequenas ou improváveis – foi fundamental. Esses registros sustentaram o pedido de prisão preventiva apresentado pela Delegacia Territorial de Lençóis e cumprido pelo Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (Neam) de Luís Eduardo Magalhães. Sem essa persistência, o risco poderia ter evoluído para uma agressão física grave ou até um feminicídio.
O caso integra um cenário regional de reforço da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Entre janeiro e novembro de 2025, o Oeste baiano registrou apenas sete feminicídios – equivalente a 7,3% de todos os casos na Bahia – tornando-se referência estadual em políticas de proteção.
Matéria exclusiva publicada aqui pelo Portal Caso de Política, com dados compilados da SSP-BA, mostra que essa redução decorre de investimentos como expansão das DEAMs e unidades Neam, viaturas semiblindadas, equipamentos táticos e integração tecnológica. A resolutividade das intervenções em Luís Eduardo Magalhães alcançou 77,7% em 2025, indicador direto de vidas preservadas.
Embora tenha havido aumento nos registros de crimes de ameaça (3.186) e lesão corporal (1.562), esses números refletem maior confiança das vítimas no aparato policial. O episódio da prisão preventiva confirma que nenhuma violação deve ser ignorada: cada registro, inclusive por meios digitais atípicos, é parte do mecanismo que permite ao Estado agir e proteger.
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