
Setor fecha 2025 com expansão de mercados, recorde de produção e superávit robusto, consolidando o agronegócio como principal força do comércio exterior brasileiro
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O agronegócio brasileiro encerrou 2025 no topo de seu desempenho histórico, alcançando US$ 169,2 bilhões em vendas externas. O número, que representa 48,5% de tudo o que o país exportou no ano, traduz um setor que expandiu volume, diversificou mercados e manteve o ritmo mesmo diante do enfraquecimento dos preços internacionais. O crescimento de 3,6% no volume embarcado foi decisivo para superar a leve queda média de 0,6% nos valores negociados.
Para o governo federal, o resultado não é obra do acaso. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, atribui o avanço à atuação coordenada entre sua pasta, o Itamaraty, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e a ApexBrasil. A tática de diversificação, tanto de produtos quanto de destinos, teria permitido ao país amortecer oscilações externas e ampliar presença em rotas estratégicas.
Fávaro também ressaltou a resiliência do campo: produtores mantiveram o abastecimento interno e garantiram excedentes exportáveis, apoiados em tecnologias mais precisas, práticas mais sustentáveis e maior profissionalização das cadeias produtivas.
Enquanto as exportações cresceram, as importações do setor chegaram a US$ 20,2 bilhões, somando 4,4% a mais que no ano anterior. A corrente de comércio do agronegócio alcançou US$ 189,4 bilhões, resultando em um superávit expressivo de US$ 149,07 bilhões.
Dezembro fecha o ano com o melhor resultado da série histórica
O mês de dezembro coroou o desempenho do setor: foram US$ 14 bilhões exportados, um recorde para o período e 19,8% acima de dezembro de 2024. As importações chegaram a US$ 1,62 bilhão, elevando o saldo mensal para US$ 12,38 bilhões.
Desde o início de 2023, o Brasil conseguiu abrir 525 novos mercados para produtos agropecuários. Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, essas aberturas já somam cerca de US$ 4 bilhões adicionais em receitas cambiais — sem contar expansões de mercados já consolidados. A diversificação também elevou em cerca de 15% o desempenho de itens não tradicionais, reforçando a capacidade de adaptação do setor em um cenário global turbulento.
A safra de grãos 2024/2025, outra protagonista dos números recordes, atingiu 352,2 milhões de toneladas — avanço de 17% em relação ao ciclo anterior. Na pecuária, a produção consolidou níveis inéditos nas três principais proteínas: bovina, suína e de frango, o que permitiu atender ao mercado doméstico e ainda ampliar a fatia destinada ao comércio exterior.
China no topo; Europa e EUA mantêm protagonismo
A lista de compradores manteve a China como principal destino dos produtos brasileiros, com US$ 55,3 bilhões em aquisições — alta de 11% e responsável por praticamente um terço das exportações do agronegócio. A União Europeia aparece em segundo lugar, com US$ 25,2 bilhões (+8,6%), seguida pelos Estados Unidos, que somaram US$ 11,4 bilhões, apesar de uma queda de 5,6% em relação a 2024.
Outros mercados ampliaram sua participação, como Paquistão, Argentina, Filipinas, Bangladesh, Reino Unido e México, ajudando a distribuir melhor o mapa das vendas externas brasileiras.
Soja, proteínas e café puxam o avanço
A soja em grãos continuou como líder absoluta, gerando US$ 43,5 bilhões em receitas e registrando volume recorde de 108,2 milhões de toneladas. A carne bovina teve um ano excepcional: US$ 17,9 bilhões em vendas e aumento de mais de 20% no volume exportado, beneficiada pela abertura de 11 novos mercados ao longo de 2025.
A carne suína foi destaque ao elevar em 19,6% o valor exportado e consolidar o Brasil, pela primeira vez, como o terceiro maior exportador mundial. A carne de frango, mesmo em um ano marcado por preocupações sanitárias, avançou em volume.
O café também viveu um ano brilhante: US$ 16 bilhões exportados, crescimento de 30%, impulsionado por preços altamente valorizados no mercado internacional. As exportações de frutas e pescados seguiram o mesmo movimento, ampliando presença e diversificando a pauta.
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