
Agenda internacional fortalece relações comerciais, aproxima produtores do Cerrado baiano de investidores chineses e projeta novas oportunidades para soja, algodão e milho
Caso de Política, com informações da AIBA – Com foco na expansão de mercados e no fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e China, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) realizou uma missão institucional ao país asiático entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro. A iniciativa buscou consolidar parcerias estratégicas e posicionar ainda mais o agronegócio baiano no cenário internacional.
A comitiva foi liderada pelo presidente da entidade, Moisés Schmidt, e contou com a participação do segundo vice-presidente, Seiji Mizote, e da diretora financeira, Cristina Gross. Ao longo da programação, o grupo participou de encontros com empresas, indústrias e instituições financeiras, além de visitas técnicas para compreender o funcionamento do mercado agrícola chinês.
Atualmente, a China é o principal parceiro comercial do Brasil, destacando-se como maior compradora da soja brasileira e um dos principais destinos do algodão produzido no país. Para Moisés Schmidt, o fortalecimento desse diálogo é decisivo para o crescimento do setor.
“A China é nosso principal parceiro comercial, e isso se reflete diretamente no agronegócio. Conhecer o desenvolvimento industrial e tecnológico do país nos permite compreender o crescimento constante da demanda por matérias-primas agrícolas como soja, milho, trigo, algodão e frutas. Essa aproximação reforça a importância da relação entre China, Brasil e a agricultura brasileira”, afirmou o presidente.
Novas oportunidades para o Cerrado baiano
Reconhecida pela inovação tecnológica e pela capacidade industrial, a China desponta não apenas como compradora de commodities, mas também como potencial parceira em tecnologia, energia e crédito rural.
Para Cristina Gross, a missão representou um passo concreto na abertura de novas frentes comerciais e financeiras para os produtores do Oeste baiano.
“A missão à China abriu portas para novos mercados e parcerias com o principal comprador da soja brasileira. Tivemos a oportunidade de conhecer indústrias de tecnologia, energia e agricultura, além de instituições financeiras que oferecem alternativas de financiamento com condições viáveis ao produtor brasileiro. É o início de uma conexão direta entre o Cerrado baiano e instituições estratégicas da China”, destacou.
China: peça-chave no comércio agrícola global
Com cerca de 9,6 milhões de km² e mais de 1,4 bilhão de habitantes, a China ocupa posição central no comércio mundial. Mesmo sendo uma das maiores produtoras globais de soja, o país lidera as importações do grão — e o Brasil responde por aproximadamente 70% desse volume.
No milho, os chineses aparecem entre os maiores produtores do mundo, enquanto o Brasil mantém posição de destaque no ranking global. Já no algodão, embora a China também produza em larga escala, o Brasil consolidou-se como maior exportador mundial da fibra, tendo o mercado chinês como destino estratégico.
Como desdobramento da agenda internacional, está prevista a visita de representantes de empresas e instituições financeiras chinesas ao Cerrado da Bahia. A programação deve incluir reuniões técnicas, visitas a propriedades rurais e encontros com produtores, com foco na avaliação de futuras parcerias comerciais, tecnológicas e financeiras.
A iniciativa reforça o papel da Aiba na articulação internacional do setor e sinaliza um movimento estratégico para ampliar competitividade, sustentabilidade e geração de oportunidades no agronegócio baiano.
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