Câmara de Barreiras realiza Tribuna Popular para debater avanços e expansão da Base Comunitária 04032026
Iniciativa do vereador Adriano Stein detalhou o impacto social da BCS Santa Luzia e reforçou o respeito aos Direitos Humanos como diretriz central da Polícia Militar
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Câmara Municipal de Barreiras realizou, na noite desta quarta-feira (4), uma edição da Tribuna Popular dedicada à Base Comunitária de Segurança (BCS) do bairro Santa Luzia. De iniciativa do vereador Adriano Stein, o evento promoveu uma prestação de contas detalhada das ações de segurança pública e inclusão social desenvolvidas pela unidade. Durante a sessão, Stein defendeu o fortalecimento do policiamento comunitário e formalizou a proposta de implantação de uma segunda base em Barreiras para atender a área da 84ª CIPM, com o objetivo de replicar o sucesso obtido na região da Santa Luzia.
Protagonismo e proposta de Adriano Stein

Durante a Tribuna Popular, o vereador Adriano Stein defendeu o fortalecimento do policiamento comunitário e a expansão do modelo da BCS para outras regiões da cidade
Como proponente da Tribuna, o vereador Adriano Stein destacou a importância do diálogo entre o Legislativo e as forças de segurança. Stein enalteceu a gestão do Secretário de Segurança Pública, Coronel Fábio, citando o sucesso da segurança no último Carnaval, e ressaltou que a BCS Santa Luzia tornou-se referência em “Polícia Cidadã”. O parlamentar assumiu o compromisso de articular junto ao Executivo Municipal o suporte necessário para a expansão geográfica do projeto para o outro lado do Rio Grande.
Direitos Humanos como pilar e balanço social

O Tenente PM Valmir Pereira Braga, comandante da BCS Santa Luzia, destacou que o respeito aos Direitos Humanos orienta o policiamento e os projetos sociais da base, que desde 2019 já formou 1.127 alunos e mantém ações preventivas na comunidade
O Tenente PM Valmir Pereira Braga, comandante da BCS Santa Luzia, apresentou um relatório minucioso no qual enfatizou que a atuação da base é fundamentada no respeito absoluto aos Direitos Humanos. Segundo o oficial, esse é o valor central que orienta todas as frentes de trabalho, desde o policiamento ostensivo até as ações educativas.
“Nossa missão é promover segurança com cidadania, e nossos valores giram em torno dos Direitos Humanos para evitar a vitimização e garantir dignidade à comunidade”, afirmou Braga.
Desde 2019, a unidade formou 1.127 alunos. Atualmente, 381 pessoas estão ativas nos seguintes projetos:
- Artes Marciais: Muay Thai (45 alunos), Capoeira (33), Jiu-jitsu (30) e Judô (28).
- Esporte e Lazer: Futsal (79), Ginástica Funcional para idosos (85) e Vôlei (28).
- Educação e Cultura: Informática (20), Xadrez, Reforço Escolar e o projeto musical “Primeiro Som” (violão).
- Ações Preventivas: Entre maio de 2025 e março de 2026, foram realizadas 322 visitas escolares, 53 comerciais e 27 comunitárias.
Registro de autoridades e intervenções parlamentares
A sessão contou com uma representação expressiva:
Autoridades Militares: Cel. Fábio Cruz (Sec. Seg. Pública); Cel. Demócrito (Diretor do CPM); Cel. Araquém (CPR-O); Maj. Simões (CIPRV); Maj. Gama (83ª CIPM); Maj. Alan (84ª CIPM); Subtenente Marinalva (Ronda Maria da Penha); além dos Capitães Sanchez, César (10º BEC) e Meyer.
Legislativo: Os vereadores Tatico, João Felipe, Hipólito, Carmélia da Mata, Silma Alves, Valdimiro José, Zé do Sorvete e Dra. Graça Melo e Dicíola Baqueiro reforçaram a importância da BCS na superação da barreira entre polícia e periferia, destacando a transformação de Santa Luzia em um bairro seguro para morar e investir.
Origem do conceito de Base Comunitária de Segurança
O conceito de Base Comunitária de Segurança (BCS) é inspirado no modelo japonês Koban, criado no final do século XIX, durante a modernização institucional do Japão na Era Meiji. Nesse sistema, pequenas unidades policiais são instaladas nos bairros, permitindo contato permanente entre policiais e comunidade. A lógica é simples: quanto maior a proximidade entre polícia e moradores, maior a capacidade de prevenir conflitos e fortalecer a confiança social.
As unidades Koban tornaram-se pilares do policiamento japonês, caracterizadas por patrulhamento a pé, visitas periódicas a residências e comércios e acompanhamento constante das demandas locais, com foco não apenas na repressão, mas sobretudo na prevenção.
Inspirado nesse modelo, o policiamento comunitário passou a ser adotado em diversos países a partir da segunda metade do século XX. Na Bahia, a adaptação ganhou estrutura em 2011 com o Pacto pela Vida, política pública voltada à redução da criminalidade. Nesse contexto, as Bases Comunitárias de Segurança foram implantadas para unir presença policial permanente a projetos sociais, ações educativas e iniciativas de inclusão em áreas vulneráveis.
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