Lula e Flávio Bolsonaro 16042026
Dados do TSE mostram hegemonia petista no Nordeste e triunfo decisivo em Minas Gerais; senador dominou o Sul, Centro-Oeste e a maior parte do Sudeste.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A apuração do segundo turno desenhou um Brasil rigorosamente dividido no mapa da federação. De acordo com os dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve a maioria dos votos em 13 Estados, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) venceu em outros 13 e no Distrito Federal. A despeito do equilíbrio no número de unidades federativas, o petista assegurou a reeleição pela soma geral de votos válidos – critério único que define a disputa -, marcando 51,8% contra 48,2% do adversário.
A vitória de Lula foi alavancada pela varredura em todo o Nordeste, onde ele liderou nos nove Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Na região Norte, o atual chefe do Executivo saiu vitorioso no Amazonas, no Pará e no Amapá. Já no Sudeste, Lula venceu exclusivamente em Minas Gerais, colégio eleitoral determinante para a consolidação da virada nacional.
Flávio Bolsonaro, em contrapartida, concentrou sua força nas regiões Sul e Centro-Oeste, onde venceu em todas as unidades: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. O candidato do PL também liderou na maior fatia do Sudeste, conquistando São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além de quatro Estados do Norte: Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins.
Minas Gerais e as disputas mais apertadas
O confronto mais acirrado do pleito ocorreu em Minas Gerais. Conforme o registro das urnas no TSE, Lula obteve 50,4% dos votos válidos no Estado, superando Flávio (49,6%) por uma margem de apenas 0,8 ponto percentual. O resultado representou uma reversão em relação ao primeiro turno, quando o senador havia liderado a contagem entre os mineiros.
Outro embate decidido voto a voto aconteceu no Tocantins, onde Flávio registrou sua vantagem mais estreita: 51,3% contra 48,7% do petista. No Amapá, após um empate técnico perfeito no primeiro turno, Lula abriu dianteira e finalizou a apuração local com 52,9%, ante 47,1% do concorrente do PL.
Extremos regionais e votação no exterior
Os polos de votação de cada candidatura confirmaram redutos históricos de ambos os grupos políticos:
- Maiores índices de Lula: O Piauí registrou o teto percentual do presidente, com 75,9% dos votos válidos, seguido pela Bahia (71,3%), Maranhão (69,5%) e Sergipe (69,5%).
- Maiores índices de Flávio: O senador bateu seu recorde em Roraima, com 72,5% da preferência do eleitorado, pontuando alto também em Rondônia (69,6%) e em Santa Catarina (69,4%).
Entre os brasileiros que votaram fora do país, o relatório do tribunal indicou nova vitória petista: Lula somou 53,4% da preferência internacional, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 46,6%. Pela legislação eleitoral brasileira, a presidência é conferida ao candidato que alcança a maioria absoluta dos votos válidos totais, sem peso atribuído ao colégio de Estados federados.
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