O “Exorcismo” de Stein e a crise dos terceirizados em Barreiras 03032026
Em discurso contundente na Câmara, o vereador Adriano Stein denuncia que funcionários fantasmas pagos pelo município atuam como “milícia digital” contra parlamentares e defende a abertura de uma CPI para investigar contratos de terceirização
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A sessão da Câmara de Vereadores de Barreiras desta terça-feira (3) foi marcada por um dos discursos mais incisivos do ano. O vereador Adriano Stein subiu à tribuna munido de documentos e dados extraídos do Portal da Transparência para denunciar o que classificou como um “exorcismo” na folha de pagamento do município, apontando a existência de funcionários fantasmas vinculados a empresas terceirizadas.
“Fantasmas” e atuação nas redes sociais
Segundo Stein, parte dos trabalhadores contratados por meio de empresas terceirizadas não estaria exercendo suas funções nos órgãos públicos aos quais estariam formalmente vinculados. Em vez disso, atuariam nas redes sociais com o objetivo de atacar parlamentares que exercem fiscalização.
“O fantasma hoje em Barreiras não é apenas aquele que recebe sem trabalhar; é aquele que recebe do dinheiro público para ficar atrás de um teclado tentando descredibilizar quem fiscaliza”, afirmou o vereador.
Para o parlamentar, caso comprovadas, as situações relatadas configurariam desvio de finalidade e uso indevido de recursos públicos, uma vez que o pagamento seria realizado sem a correspondente prestação de serviço à população.
Defesa de CPI das terceirizadas
Diante das alegações, Adriano Stein defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os contratos de terceirização firmados pelo município. O vereador afirmou possuir documentação atualizada e indicou que a apuração deverá alcançar não apenas os contratados, mas também os responsáveis pela fiscalização administrativa.
“Eu vou fiscalizar e responsabilizar quem atesta a folha de ponto desses indivíduos. Quem assina dizendo que o funcionário trabalhou, sendo que ele não estava lá, comete crime”, declarou.
Stein sustentou que a investigação deve examinar a regularidade dos contratos, a efetiva prestação dos serviços e a responsabilidade de gestores que validam as folhas de pagamento.
Segurança pública e críticas institucionais
Durante o pronunciamento, o vereador também reiterou sua atuação em defesa da segurança pública, mencionando a mobilização em torno da Base Comunitária no bairro Santa Luzia. Criticou ainda a utilização de espaços financiados com recursos públicos para manifestações que, segundo ele, atacam as forças policiais.
Para Adriano Stein, a Câmara precisa exercer seu papel fiscalizador com rigor, especialmente diante de denúncias que envolvem recursos públicos e possível aparelhamento político.
O discurso eleva a tensão no debate legislativo e coloca os contratos de terceirização sob escrutínio público, com expectativa de novos desdobramentos nas próximas semanas, caso a proposta de CPI avance na Casa.
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