Adolescente é identificado por criar perfis falsos de autoridades na Bahia
Imagem Ilustrativa: Divulgação / Ascom-PCBA
Investigação da Polícia Civil rastreia contas usadas para difamar secretário estadual e gestor municipal; nomes não foram confirmados oficialmente
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Civil da Bahia identificou um adolescente como responsável pela criação e uso de perfis falsos em redes sociais para atacar autoridades públicas, durante a Operação “Gabinete Fantasma”, deflagrada na manhã desta sexta-feira (24). O jovem, localizado em Barro Preto, é apontado como autor de publicações ofensivas feitas sob identidades falsas, incluindo a de um secretário de Estado e de um integrante do Executivo municipal.
Embora a corporação não tenha divulgado oficialmente os nomes das vítimas, veículos de imprensa apontam que o perfil falso teria utilizado indevidamente a identidade do secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, além de um gestor municipal. Ainda segundo essas apurações, a autoridade local seria o prefeito de Barro Preto, Juraci da Saúde.
As investigações começaram em dezembro de 2025, após a detecção de uma conta fraudulenta em uma plataforma de mensagens que utilizava nome e imagem oficiais de uma autoridade estadual. O perfil era empregado para disseminar conteúdos ofensivos e de teor indecoroso em grupos de discussão política, simulando posicionamentos autênticos.
Com o avanço das diligências e o uso de técnicas de inteligência cibernética, os investigadores rastrearam a origem dos acessos e identificaram o adolescente como responsável. Também foi constatada a manutenção de outros perfis falsos. Em redes sociais, o jovem se apresentava como “desenvolvedor de IA especializado em investigações digitais”.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar – dois em Barro Preto e um em Itabuna – expedidos pela 1ª Vara das Garantias da Comarca de Salvador. Durante a ação, o adolescente foi localizado e teve o celular apreendido, que será periciado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).
O caso envolve atos infracionais análogos aos crimes de difamação qualificada em ambiente digital e falsa identidade. O procedimento será encaminhado à Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), responsável pelas medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A operação contou com equipes especializadas em crimes cibernéticos, além de apoio de unidades de investigação criminal e coordenação regional no interior do estado.
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