Dra. Graça Melo propõe Hospital Universitário e CPI para investigar estrutura de apadrinhamento na prefeitura de Barreiras.
Parlamentar questionou a destinação dos R$ 3 milhões arrecadados diariamente, defendeu a federalização do hospital municipal e cobrou investigação sobre possíveis irregularidades na folha da prefeitura.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora Dra. Graça Melo, durante pronunciamento nesta segunda-feira (18), denunciou o que classificou como uma “crise de gestão” na saúde pública municipal. A parlamentar afirmou que, enquanto a prefeitura sustenta a necessidade urgente de um empréstimo de R$ 140 milhões, existem R$ 11 milhões depositados na conta da saúde há cerca de um mês sem execução orçamentária.
A vereadora questionou por que os recursos permanecem sem aplicação prática enquanto unidades de saúde enfrentam desabastecimento de insumos básicos, como tensiômetros, além de atrasos nos pagamentos a laboratórios e prestadores de serviço.
Federalização e proposta de Hospital Universitário
Como alternativa ao novo endividamento e ao modelo de Parceria Público-Privada (PPP) defendido pela gestão do prefeito Otoniel Teixeira, Dra. Graça Melo defendeu a federalização do Hospital Municipal Edisonina Neves.
A parlamentar sugeriu que a unidade seja incorporada à estrutura federal para implantação de um Hospital Universitário. Segundo ela, o município não possui sustentabilidade fiscal para custear sozinho um equipamento hospitalar de grande porte.
“A federalização traria aporte da União, estrutura acadêmica e suporte técnico permanente, enfrentando de maneira definitiva o gargalo da regulação da UPA”, argumentou a médica e vereadora.
Defesa de CPI e fiscalização da máquina pública
Em resposta às recentes exonerações de servidores ligados a vereadores independentes, Dra. Graça defendeu a abertura imediata de uma CPI para apurar possíveis casos de funcionários fantasmas e nepotismo na administração municipal.
A parlamentar afirmou que, enquanto trabalhadores efetivos e pais de família vêm sendo desligados, pessoas ligadas a grupos políticos permaneceriam vinculadas à estrutura administrativa sem exercer funções de forma efetiva.
“Precisamos aprofundar a fiscalização sobre essa ‘árvore genealógica’ instalada na prefeitura e sobre a aplicação dos R$ 3 milhões arrecadados diariamente pelo município”, declarou.
Solidariedade às parlamentares
Ao encerrar o pronunciamento, Dra. Graça Melo manifestou solidariedade às vereadoras Carmélia da Mata e Beza, alvo de ataques e episódios de desrespeito durante a sessão.
A parlamentar repudiou o tom misógino das agressões e afirmou que as mulheres da Câmara não irão se intimidar diante de pressões políticas ou tentativas de deslegitimação de seus mandatos.
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