PF em Correntina e notificação do TCM: cerco sobre gestão de "Mariano" se intensifica
Imagem de distribuição nas Redes Sociais
Walter Mariano (União Brasil) tem 20 dias para responder ao TCM sobre supostas irregularidades; movimentação ocorre após relatos de supostas apreensões publicados pelos portais Correntina e No Fluxo.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O prefeito Walter Mariano Messias de Souza, conhecido como “Mariano Correntina” (União Brasil), enfrenta uma semana de forte pressão institucional com a convergência de prazos de tribunais e ações policiais de campo. No mesmo intervalo em que o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) oficializou, nesta quinta-feira (02/07/2026), uma notificação que obriga o gestor a prestar contas sobre falhas em contratos administrativos, a Polícia Federal (PF) foi vista circulando pela cidade.
O Diário Oficial do TCM desta quinta-feira traz a publicação do Edital nº 854/2026, que abre o prazo legal de 20 dias corridos para que o prefeito apresente sua defesa no Processo nº 15050e26. Sob a relatoria do conselheiro Nelson Pellegrino, o pente-fino administrativo mira a aplicação de recursos públicos e a transparência em contratos da prefeitura. Caso Mariano não responda ou as explicações sejam rejeitadas, o gestor pode sofrer multas, pedidos de ressarcimento ao erário e até o risco de inelegibilidade.
Em paralelo à esfera administrativa, a temperatura política subiu após registros de moradores na última quarta-feira (1º). Conforme informações divulgadas pelo Portal Correntina e pelo portal.nofluxo, uma viatura da Polícia Federal circulou pela sede municipal, gerando grande repercussão. Segundo as publicações locais, o burburinho nas redes sociais, alimentado por vídeos, dá conta do suposto cumprimento de mandados de busca com a apreensão de celulares e computadores em imóveis ligados a prestadores de serviço da gestão.
Embora a Polícia Federal mantenha o sigilo padrão sobre operações em andamento – e não tenha emitido nota oficial confirmando o teor das diligências -, a movimentação divulgada pelos portais sugere que o monitoramento sobre as verbas federais no município subiu de patamar.
Mariano, filiado ao União Brasil, agora joga em duas frentes: a jurídica, para evitar sanções no TCM, e a política, para conter o desgaste causado pela “visita” federal noticiada pela imprensa local. O Ministério Público da Bahia já vinha apertando o cerco contra a administração municipal nos últimos meses com diversos inquéritos civis, mas a entrada da PF na cena sugere que possíveis desvios em verbas da saúde ou educação podem estar no centro das investigações.
Até o fechamento desta reportagem, a prefeitura não havia emitido nota oficial sobre o edital do TCM ou sobre os relatos envolvendo a Polícia Federal. O espaço permanece aberto para o posicionamento do prefeito Walter Mariano e de sua assessoria jurídica.
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