Tito critica ciclo de endividamento em Barreiras e propõe gestão federal para Hospital Municipal
Em entrevista à Rádio Oeste FM, ex-deputado afirma que o elevado volume de empréstimos compromete as finanças do município e defende a administração do Hospital Municipal pela Ebserh como alternativa para reduzir custos e fortalecer a saúde regional.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-deputado federal Tito (PT) afirmou, nesta terça-feira (7), que Barreiras vive um quadro de forte comprometimento financeiro em razão da contratação sucessiva de empréstimos pela administração municipal. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Poder da Notícia, da Rádio Oeste FM, quando o pré-candidato a deputado estadual defendeu uma mudança na condução da política fiscal e apresentou uma proposta para o futuro do Hospital Municipal.
Segundo Tito, o aumento do endividamento reduz a capacidade de investimento da prefeitura e pressiona as contas públicas, refletindo diretamente na prestação dos serviços essenciais.
“Quanto mais você toma empréstimos, a deficiência acontece na qualidade da prestação dos serviços públicos. As receitas próprias do município ficam totalmente comprometidas para o pagamento de juros”, explicou ao radialista Jota Silva.
Ao abordar a construção do Hospital Municipal, o ex-parlamentar criticou o fato de a obra ter sido financiada por sucessivas operações de crédito sem que a unidade tenha sido entregue à população. Como alternativa, defendeu que o equipamento seja administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao governo federal.
“A prefeitura não tem recursos para manter um hospital desse porte. A nossa defesa é que o governo municipal tenha a grandeza de estabelecer uma parceria que não vai custar um único centavo para o município, com custeio 100% pelo governo federal”, pontuou.
Na avaliação de Tito, a gestão da Ebserh permitiria transformar o Hospital Municipal em um hospital universitário, ampliando a oferta de atendimento à população e fortalecendo a formação de profissionais da saúde no Oeste Baiano.
“A presença de um hospital universitário transforma definitivamente a região em um polo de saúde. Fortalece as universidades, garante os estágios obrigatórios e forma nossos médicos e enfermeiros aqui, garantindo que eles permaneçam na região”, defendeu.
O ex-deputado citou instituições de ensino superior instaladas na região, como a UFOB, a UNEB e faculdades privadas, argumentando que a integração entre ensino, pesquisa e assistência contribuiria para elevar a qualidade dos serviços de saúde e reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para outros centros.
Ao concluir a entrevista, Tito defendeu uma relação institucional entre os diferentes níveis de governo e afirmou que divergências partidárias não devem impedir a busca por soluções para os municípios.
“O cidadão não mora na União ou no Estado, ele mora no município. Não querer dialogar porque um partido é de direita e outro de esquerda é burrice, ignorância e irresponsabilidade. A solução está aí posta como opção para o governo municipal”, finalizou Tito.
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