Tito eleva o debate no Oeste e prioriza projetos estruturantes de água e esgoto para Barreiras
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Em meio às especulações sobre a ocupação de espaços políticos junto ao governo Jerônimo, Tito e Delmah também avançam na agenda regional, levando à Serin projetos estruturantes para enfrentar os problemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Barreiras.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Nos corredores climatizados do Centro Administrativo da Bahia, a política costuma ser jogada como um xadrez silencioso, em que cada aperto de mão pode representar um lance decisivo. Mas, a quase 900 quilômetros da capital, sob o sol forte de Barreiras, a medida do prestígio de uma liderança é muito mais concreta: é a água que chega – ou não – à torneira do cidadão.
Foi aproximando essas duas realidades, a estratégia do poder e as necessidades da população, que o ex-deputado Tito e a vereadora Delmah Pedra chegaram à Secretaria de Relações Institucionais do Estado (Serin).
A audiência desta quinta-feira (05), repercutiu no centro político do governo baiano e despertou atenção para as movimentações do governo Jerônimo Rodrigues em torno dos espaços de liderança no Oeste. Procurado pela redação, Tito não ignorou o cenário político, mas preferiu responder às especulações apresentando uma agenda de projetos e reivindicações para a região.
“O diálogo com o Secretário de Relações Institucionais do Governo da Bahia é sempre muito produtivo e resolutivo. Fiz questão de ressaltar o meu pedido de atenção para com os municípios em que eu tive as maiores votações na eleição desse ano, a exemplo de Barreiras, Oliveira dos Brejinhos, Ibotirama, Cristópolis e Luís Eduardo Magalhães, dentre outras. Tratamos da política sim, mas, principalmente sobre dois importantes projetos que têm sido defendidos por nosso grupo como prioridade em Barreiras”, pontuou Tito.
A escolha dos temas não foi casual. Enquanto as disputas políticas alimentam expectativas e rearranjos de forças, investimentos em infraestrutura têm potencial para produzir resultados duradouros. Ao colocar o abastecimento de água e o esgotamento sanitário no centro da conversa, Tito e Delmah Pedra direcionaram a atenção para dois problemas que afetam diretamente a qualidade de vida em Barreiras: as frequentes interrupções no fornecimento e a necessidade de ampliar a cobertura da rede de esgoto.
Impulsionada pelo agronegócio e pela expansão urbana, a cidade enfrenta o desafio de fazer sua infraestrutura acompanhar o crescimento da demanda. No abastecimento, a limitada capacidade de armazenamento torna o sistema vulnerável a interrupções: oscilações no fornecimento de energia e problemas na rede podem comprometer rapidamente a distribuição, deixando bairros inteiros sem água.
“É o projeto de ampliação do sistema de abastecimento de água, urbano de Barreiras, que ampliará principalmente os reservatórios para reservação de água, acabando com a falta de água, e o projeto de universalização do sistema de esgotamento sanitário de 81% para 100% de todos os imóveis da cidade de Barreiras”, detalhou Tito.
Para dimensionar o alcance das iniciativas, Tito apresentou informações sobre os projetos básicos de engenharia desenvolvidos pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS) e pela Embasa. As duas intervenções contemplam áreas fundamentais para o desenvolvimento urbano do município:
- Segurança hídrica (SIAA): o Projeto Básico de Engenharia para ampliação do Sistema Integrado de Abastecimento de Água de Barreiras tem investimento de R$ 1.117.285,24 e foi dimensionado para beneficiar uma população de 274.054 habitantes até o final do plano, em 2056. Entre as intervenções previstas estão novos reservatórios, que ampliarão a capacidade de armazenamento e reduzirão a vulnerabilidade da rede.
- Universalização sanitária (SES): o Projeto Básico de Engenharia para ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Barreiras conta com investimento de R$ 976.114,42. A intervenção integra a estratégia de universalização do serviço, cuja cobertura deverá passar dos atuais 81% para 100% dos imóveis do município.
Os projetos de engenharia representam uma etapa fundamental para que as intervenções avancem. Segundo Tito, ambos já foram contratados e concluídos, restando agora a autorização do governador para a realização das licitações. Sobre os próximos passos, explicou:
“Os dois projetos já foram contratados e concluídos. Agora, o próximo passo será o governador avaliar as condições e o momento adequado para autorizar a realização das licitações, permitindo o início das obras, por ocasião de sua vinda a Barreiras.”
Ao tratar da trajetória dos investimentos, Tito também fez questão de reconhecer a contribuição de diferentes administrações municipais e estaduais. A referência aos antecessores situa os projetos em uma sequência de iniciativas que atravessa governos e reforça a dimensão histórica das intervenções pretendidas para Barreiras.
“Sistemas esses que tiveram início com o prefeito Saulo Pedrosa, depois com a prefeita Jusmari, através dos governadores Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo. Barreiras entrará para o grupo seleto, nacionalmente falando, dos municípios com oferta universalizada de serviços de água e esgoto. Isso representará mais proteção à saúde de toda a nossa população presente e futura, pois este é, dentre todos, os investimentos mais importantes que o governador Jerônimo têm feito em Barreiras.”
Ao concluir seu contato com a nossa redação, Tito sintetizou o papel que atribui à atuação política desenvolvida ao lado da vereadora Delmah Pedra:
“O nosso papel é debater, pautar, convencer e conquistar projetos como estes, que vêm para melhorar a qualidade de vida da nossa população.”
A passagem pela Serin revela que, em meio às especulações sobre a reorganização das forças políticas no Oeste baiano, Tito e Delmah procuram dar outro sentido à movimentação política: transformar articulação em resultados concretos. Ao levar ao governo Jerônimo projetos que podem enfrentar problemas históricos de abastecimento e saneamento em Barreiras, a dupla desloca o debate dos espaços de poder para as demandas da população.
O desafio agora é fazer com que os projetos de engenharia concluídos avancem para as licitações e, posteriormente, se convertam em obras. Afinal, no cotidiano de quem convive com a insegurança no abastecimento, prestígio político não se mede apenas pela capacidade de abrir portas nos corredores do governo, mas também pelo que se consegue fazer chegar à torneira de casa.
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