UFOB - Imagem de arquivo 04122025
Produção da universidade baiana ganha projeção internacional em química, conquista o 2º lugar do país em direitos humanos e garante R$ 86 mil para bioestimulante agrícola.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) alcançou resultados expressivos que projetam sua produção acadêmica nos cenários internacional, nacional e regional. Em um curto intervalo de divulgações oficiais, a instituição emplacou um docente na lista dos cientistas mais influentes do mundo elaborada pela Universidade Stanford, obteve o segundo lugar no Prêmio de Incentivo à Pesquisa em Direitos Humanos e assegurou R$ 86 mil em subvenção econômica ao classificar um projeto de bioestimulante agrícola no Programa Centelha Bahia.

No âmbito internacional, o professor Paulo Henrique Gonçalves Dias Diniz, do Centro das Ciências Exatas e das Tecnologias (CCET) e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Química Pura e Aplicada (Posquipa), passou a integrar a prestigiada lista publicada pela Elsevier/Scopus em parceria com a Universidade Stanford (EUA), veiculada na revista científica PLOS Biology. O levantamento, coordenado pela equipe do pesquisador John Ioannidis, mapeia o impacto de citações e seleciona profissionais posicionados entre os 2% mais citados globalmente. Bolsista de produtividade em pesquisa nível 2 do CNPq, Diniz é um dos 19 pesquisadores atuantes na Bahia a figurar no índice, graças a investigações em química analítica, quimiometria, métodos espectroanalíticos, imagens digitais e análise de alimentos.

O impacto social da UFOB também recebeu validação federal por meio do professor Carlos Henrique de Lucas, vinculado ao Centro das Humanidades e ao corpo docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas e Sociais (PPGCHS). Ele conquistou a 2ª colocação nacional na Categoria Extensão em Direitos Humanos do 2º Prêmio de Incentivo à Pesquisa em Direitos Humanos (Prêmio Pesquisa-DH), promovido conjuntamente pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A honraria laureou o projeto “Re(ex)sistência LGBT+ Minorias: dez anos de extensão universitária em direitos humanos no Oeste da Bahia”, conferindo certificado, troféu e uma premiação financeira de R$ 15 mil durante cerimônia prevista para 2 de dezembro, em Brasília, no III Encontro Nacional de Evidências em Direitos Humanos.

Na vertente de inovação e desenvolvimento produtivo, a proposta “Nanotecnologia aplicada ao desenvolvimento de bioestimulante agrícola“, coordenada pelo professor Heveson Lima, do Centro Multidisciplinar da UFOB em Luís Eduardo Magalhães, ficou em 18º lugar geral na terceira edição do Programa Centelha Bahia. Conduzido nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo CNPq, o certame é executado no estado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) para transformar ideias aplicadas em negócios de base tecnológica.
A colocação garantiu ao projeto um aporte de R$ 86 mil em recursos não reembolsáveis de subvenção econômica para escalonamento da tecnologia ao longo de 12 meses. Das 978 ideias inscritas na Bahia, apenas 47 alcançaram a fase de contratação financeira (índice inferior a 5% de aprovação), colocando a proposta da instituição entre as 2% melhores do estado. O produto bioestimulante reúne esforço intercampi da UFOB: participam os pesquisadores Jorge Santos, Adelmo de Souza e Flávia Luisa Lima (campus de Bom Jesus da Lapa), Antônia Mirian Guerra e César Aquino (campus de Barra), além da colaboração do pesquisador Fabiano Perina, da Embrapa Algodão.
O conjunto de conquistas evidencia a capacidade de interiorização da ciência pública federal no Oeste da Bahia, gerando respostas que cobrem desde métodos químicos de ponta e soluções tecnológicas para a lavoura até a salvaguarda de direitos fundamentais em territórios historicamente vulneráveis.
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