
Megaoperação da PF desarticula esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo combustíveis, fintechs, fundos de investimento e autoridades políticas
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28), desmantelou uma complexa rede de lavagem de dinheiro comandada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), que agora chega a políticos de peso, incluindo líderes do Centrão, conforme informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. A megaoperação envolveu mais de 1.400 agentes da Polícia Federal, Receita Federal, Ministérios Públicos Federal e Estaduais, polícias civis e militares, ANP e secretarias de fazenda, cumprindo mandados de busca e apreensão em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
O esquema atuava em múltiplas frentes. No setor de combustíveis, cerca de mil postos foram utilizados para fraudes fiscais e adulteração de produtos, movimentando aproximadamente R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Metanol importado irregularmente era desviado para abastecer postos ligados ao PCC, gerando lucros bilionários à organização.
No setor financeiro, a facção infiltrou-se em fundos de investimento na Faria Lima, com ao menos 40 fundos e patrimônio estimado em R$ 30 bilhões sendo usados para ocultar recursos ilícitos. Além disso, a fintech BK Bank funcionava como um “banco paralelo”, registrando mais de 10,9 mil depósitos em espécie entre 2022 e 2023, somando R$ 61 milhões. A investigação também aponta aquisição de ativos de alto valor, como usinas de álcool, caminhões de transporte de combustíveis e imóveis, incluindo uma residência em Trancoso (BA) avaliada em R$ 13 milhões. Empresas de fachada e notas fiscais falsas eram usadas para dificultar o rastreamento do dinheiro.
De acordo com Lauro Jardim, a operação agora mira figuras políticas de alto escalão, com expectativa de impacto direto em membros influentes da direita e do Centrão, que acompanham o caso com apreensão. A operação evidencia não apenas a infiltração do PCC na economia formal, mas também a complexidade e o alcance de suas operações financeiras e políticas.
A Operação Carbono Oculto marca um passo decisivo no combate ao crime organizado, reforçando a necessidade de coordenação entre Receita Federal, Polícia Federal e demais órgãos de fiscalização, e sinaliza que a investigação sobre o papel de políticos e gestores na facilitação de esquemas ilícitos continua em andamento.
🇧🇷 PCC é alvo da maior operação contra o crime organizado já realizada no Brasil.
A facção teria controle de R$ 30 bilhões em fundos da Faria Lima e também sobre parte da cadeia de combustíveis com adulteração, fraude fiscal e lavagem de dinheiro.
A ação cumpre 200 mandados… pic.twitter.com/lzEeQvASNu
— Eixo Político (@eixopolitico) August 28, 2025
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