vereadora Dicíola Baqueiro
Vereadora presta homenagem histórica ao produtor Célio Zution, indica Dr. Aquiles Neto para honraria na saúde e critica absenteísmo de membros no Conselho de Educação
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em uma intervenção marcada pelo tom de reverência à história regional e pela defesa do controle social, a vereadora Dicíola Baqueiro utilizou a tribuna da Câmara de Barreiras nesta segunda-feira (27) para conectar o passado de superação do agronegócio à urgência da participação cidadã nas decisões públicas. Entre homenagens e críticas ao “esvaziamento” das cadeiras nos conselhos municipais, Dicíola destacou-se pela defesa da continuidade do papel fiscalizador do parlamentar.
O legado de um pioneiro: A trajetória de Célio Zution
O estopim da fala de Dicíola foi a leitura de uma moção de pesar pelo falecimento de Célio Zution, ocorrido no último dia 25 de abril. A vereadora traçou um perfil biográfico detalhado de Zution, apontando-o como um dos arquitetos da fronteira agrícola do Oeste baiano. Célio, que chegou à região em 1980 e foi vereador entre 1988 e 1992, foi o autor do projeto que oficializou o distrito de Roda Velha, em São Desidério.
“Sua trajetória confunde-se com a própria história do desenvolvimento regional. De herdeiro do espírito pioneiro de seu pai a diretor da AIBA, Célio transformou o grupo Zution em referência produtiva e humana”, pontuou Dicíola, destacando o papel dele na criação do Instituto do Câncer do Oeste da Bahia (ICOB) e seu carisma como “homem das coisas simples”.
Reconhecimento na saúde: A continuidade do cuidado
No campo das honrarias, Dicíola indicou o nome do Dr. José Aquiles da Silva Neto para receber a Medalha Herói que Salva. O homenageado é filho do saudoso pediatra Dr. Aquiles, figura emblemática da medicina local. A vereadora justificou a indicação baseando-se no trabalho de Aquiles Neto no Hospital do Oeste (HO) e na rede municipal.
“Ele herdou não apenas o nome, mas o legado de cuidado e a presteza no atendimento a todos que buscam socorro no HO. É um reconhecimento à vontade de cuidar”, afirmou.
Controle social e o “gargalo” da participação
O momento de maior firmeza no discurso ocorreu quando Dicíola abordou a recente vedação do STF ao direito de voto de parlamentares em conselhos municipais. Embora respeite a compreensão jurídica, a vereadora lamentou a perda de protagonismo nas tomadas de decisões coletivas, mas garantiu que continuará presente como voz ativa no Conselho Municipal de Educação.
Dicíola disparou uma crítica afiada contra o absenteísmo de outros representantes da sociedade civil e de professores:
“Eu tenho participado ativamente e, para minha surpresa, o conselho tem 15 membros, mas raramente aparecem sete ou oito. É preciso que as pessoas que ocupam essas cadeiras tenham o cuidado de observar que ali é um espaço de estudo e crescimento. O meu papel é sugerir e buscar convencer pelo argumento”, fustigou a parlamentar, exaltando o trabalho da presidente do conselho, professora Cleonice, e convocando os ausentes à responsabilidade.
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