Carmélia da Mata rasga maquiagem fiscal de Barreiras e blinda honra contra ataques de bastidor
Parlamentar expõe rombo de R$ 54 milhões em dívidas com fornecedores e rechaça, com veemência, boato de suborno: “Minha retidão não tem preço”
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora Carmélia da Mata protagonizou um dos momentos de maior voltagem ética e política da história recente da Câmara de Barreiras nesta segunda-feira (27). Municiada com relatórios técnicos e uma indignação visceral, a parlamentar não apenas expôs o que chamou de “falência operacional” do município, como também partiu para o confronto direto contra tentativas de desmoralização do seu mandato.
“Fui eleita para defender o povo, não para acordos de bastidores”, sentenciou.
O dossiê do colapso: R$ 54 milhões em aberto
Com o domínio dos números, Carmélia revelou as entranhas de uma gestão que, segundo ela, sobrevive de propaganda enquanto sufoca fornecedores. Ela detalhou um passivo acumulado de R$ 54.426.383,19 em restos a pagar – dívidas por serviços que já foram prestados e atestados, mas que a prefeitura não quitou.
Para a vereadora, o município vive uma “manipulação de percepção fiscal”, na qual a gestão tenta inflar indicadores para justificar novos endividamentos.
“Receita projetada não paga conta, o que resolve é gestão responsável. Quem não honra o que já deve, não tem autoridade moral para assumir novas dívidas”, disparou, referindo-se ao polêmico empréstimo de R$ 140 milhões.
Defesa da honra: “Não sou bandida”
O clima atingiu o ponto de ebulição quando Carmélia reagiu à estratégia de disseminar boatos de que vereadores teriam cobrado R$ 1 milhão para votar o empréstimo. Em tom de desafio, ela olhou para a galeria e para as câmeras para mandar um recado direto ao núcleo do governo:
“Eu desafio o prefeito a dizer no meu olho: que dia eu tive a ousadia de bater na porta dele para pedir favor escuso? Estão tentando manchar esta Casa para esconder a própria incompetência. Ponho meu Imposto de Renda e minha vida financeira à disposição. Venho de uma base familiar reta e idônea; dinheiro nenhum compra minha consciência”, fustigou a vereadora, sendo aplaudida pela firmeza.
Convocação técnica da imprensa
Demonstrando que sua crítica não se limita à retórica, mas se ancora em análise técnica, Carmélia requereu que a presidência da Casa convoque uma coletiva imprensa, a qual ela denominou como “uma reunião técnica”. A parlamentar pretende apresentar, com o auxílio de consultoria contábil, o relatório detalhado que aponta como o município teria sido conduzido a um quadro de colapso por meio de maquiagens contábeis.
A postura de Carmélia da Mata na sessão configurou um ponto de inflexão no debate político local: ao se colocar como linha de contenção contra o que define como irresponsabilidade fiscal, a vereadora sinaliza que qualquer avanço no empréstimo de R$ 140 milhões dependerá, antes, de total transparência sobre as contas públicas.
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