Rider Castro dá xeque mate na Prefeitura e impõe prazo de 90 dias para regularizar transporte em Barreiras
Proponente da audiência detonou omissão do Executivo na fiscalização e propôs que motoristas “alternativos” migrem para aplicativos para sair da clandestinidade e pacificar setor
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – “Se a fiscalização e o cumprimento das leis tivessem ocorrido, não teríamos o problema dos alternativos hoje”. Com essa declaração direta, o vereador Rider Castro, presidente da Comissão de Transporte, expôs a ferida da mobilidade urbana em Barreiras durante audiência pública nesta sexta-feira (24). Castro, que foi o proponente do debate, não aceitou justificativas para a desordem atual e estabeleceu um ultimato: o Poder Executivo tem entre 60 e 90 dias para tirar todos os operadores da ilegalidade, sob pena de fiscalização implacável após esse prazo.
A estratégia de Rider para pacificar a guerra entre as categorias (ônibus, táxis, mototáxis e aplicativos) foca na modernização tecnológica. O vereador defendeu que o segmento hoje chamado de “clandestino” deve ser absorvido por plataformas digitais.
“A saída clara é o aplicativo. Ou eles migram para os que já existem ou criam uma plataforma própria, o que é fácil hoje em dia”, pontuou. Para o parlamentar, a prefeitura deve parar de “passar a mão na cabeça” da ilegalidade e oferecer o suporte jurídico para essa transição.
Livre mercado sem privilégios
Questionado sobre a reserva de mercado cobrada por classes regulamentadas, Rider Castro foi enfático ao defender a concorrência. Utilizando uma analogia com redes de fast-food, explicou que não se pode impedir a abertura de novas empresas em um setor que já possui competidores.
“O sol é para todos. O diferencial tem que ser no atendimento, na segurança e no zelo. O que não permitiremos é o funcionamento sem regras”, afirmou o vereador, reforçando que a lei municipal deve ser aplicada a todos sem distinção.
Fiscalização e Ata Oficial
Ao final da sessão, Castro confirmou que a Comissão de Transporte redigirá uma ata oficial com as sugestões da audiência, incluindo o prazo rigoroso para a regularização e a cobrança por subsídios que garantam a saúde financeira do transporte coletivo. O documento será entregue diretamente ao prefeito como uma exigência da Casa.
“Quem se adequar, perfeito. Quem não se adequar, terá que buscar outra forma de ganhar o pão, porque a lei será cumprida”, finalizou Rider.
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