Yure Ramon peita Prefeitura e dá ultimato para resolver caos do transporte em Barreiras
Presidente da Câmara expõe rombo de R$ 350 mil nas gratuidades de ônibus e desafia prefeito a sair da inércia: “Barreiras arrecada R$ 3 milhões por dia e o transporte está jogado às traças”
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – “Mande o projeto agora e nenhum vereador votará contra”. O desafio foi lançado pelo presidente da Câmara de Barreiras, Yure Ramon, durante a audiência pública realizada nesta sexta-feira (24). Com um plenário lotado e categorias em pé de guerra, Yure Ramon não poupou a gestão municipal, denunciando que a prefeitura arrecada R$ 3 milhões por dia enquanto a mobilidade urbana agoniza por falta de investimento. O parlamentar estipulou um prazo de 90 dias para que o setor seja regularizado, integrando o transporte alternativo à legalidade e estancando o déficit que ameaça parar os ônibus da cidade.
A conta apresentada pelo presidente é explosiva: a Viação Cidade Barreiras transporta mensalmente 150 mil passageiros gratuitos (70 mil idosos e 80 mil estudantes), mas não recebe um centavo de subsídio da prefeitura. O prejuízo de R$ 350 mil por mês é, segundo o presidente, a causa real do corte de linhas rurais, como as do Vale da Boa Esperança, e da impossibilidade de renovar a frota.
“A saúde financeira do sistema é dever da prefeitura. É falta de gestão na saúde, na segurança e na mobilidade”, disparou, classificando a ausência do prefeito e do secretário na audiência como uma omissão covarde diante de pais de família.
Saída pela tecnologia
Para resolver o impasse dos “alternativos” – que hoje garantem o sustento de 80 famílias na clandestinidade -, Yure Ramon propôs a integração imediata desses motoristas em plataformas digitais locais. O objetivo é unificar as regras de cadastro e fiscalização, pacificando o conflito com taxistas e mototaxistas. Para o presidente, o tempo das “fotos e videozinhos em redes sociais” acabou e a solução agora deve ser jurídica e financeira.
Ultimato e mobilização
O tom da sessão encerrou-se em clima de pressão total. Ramon confirmou que o Legislativo redigirá uma ata oficial com as exigências colhidas e avisou: se o projeto de lei não chegar à Casa, a próxima audiência será na porta da prefeitura.
“Não vamos aceitar que Barreiras continue jogada às traças. Ou o Executivo assume o papel dele e organiza o sistema, ou o povo vai cobrar de perto na rua”, finalizou o presidente.
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